A Comunidade islâmica da Guiné-Bissau iniciou hoje uma formação de três dias para 50 elementos sobre a igualdade de género e direitos humanos das mulheres, anunciou a organização em comunicado.
A formação enquadra os imãs (sacerdotes islâmicos) e jovens líderes e outros membros da comunidade muçulmana da região de Bissau depois de a mesma ter sido realizada em Gabú, Buba e Bafatá, localidades do interior.
A UNIOGBIS (Gabinete Integrado das Nações Unidas para a consolidação da paz na Guiné-Bissau) promove a formação, que no total envolve 150 participantes, nomeadamente homens, mulheres, jovens, chefes religiosos e representantes das organizações da sociedade civil.
O programa inclui exercícios de reflexão e debate sobre os direitos das mulheres com base nos textos religiosos islâmicos, visando o reforço de capacidade dos membros do Conselho Nacional Islâmico.
A UNIOGBIS salienta ser "fundamental a promoção de ações tendentes à mudança de mentalidades" na sociedade guineense no seu todo visando a igualdade do género e a afirmação dos direitos humanos das mulheres, lê-se no comunicado.
Munidas destas ferramentas as mulheres poderiam dar o seu contributo na prevenção, gestão e resolução de conflitos, destaca ainda a organização mundial para justificar a formação solicitada pelos próprios membros da comunidade islâmica guineense.
A capacitação decorre no âmbito da implementação da Resolução 1325 do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre as Mulheres, Paz e Segurança.
Diário Digital com Lusa
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