Exmo. Senhor Professor Renato Epifânio
Exmos. Senhores membros do 3.º Congresso da Cidadania Lusófona
Exmos. Senhores membros do 3.º Congresso da Cidadania Lusófona
Minhas Senhoras e Meus Senhores
Não podendo estar corporalmente presente no 3.º Congresso a decorrer na Sociedade de Geografia de Lisboa, que envie esta breve mensagem como sinal da minha presença solidária.
Permiti-me que dirija, antes de tudo, as minhas sinceras, cordiais e respeitosas saudações a todos os congressistas.
Em boa hora o Movimento Internacional Lusófono coordena, no âmbito da PASC: Plataforma de Associações da Sociedade Civil, mais este Congresso, onde estarão presentes personalidades de vários quadrantes geográficos do mundo lusófono. É uma oportunidade de ouro para examinarmos o momento presente do Movimento e as perspectivas do seu desenvolvimento e expansão no futuro.
É uma realidade que o Movimento Internacional Lusófono constitui uma força aglutinadora de iniciativas tendentes a fazer perdurar valores culturais, históricos, religiosos e sociais que unem milhões de pessoas que, embora espalhadas pelas quatro partidas do mundo, têm “um só coração e uma só alma”, ou seja, um coração lusófono e uma alma lusófona. A lusofonia é a nossa casa comum! É o nosso modo de vida! E a nossa visão do mundo! Desde cedo o Movimento Internacional Lusófono sentiu que o destino do Homem e do Mundo seria a união entre credos e povos, porque da união dos homens nasce uma imensa luz de fraternidade, de sabedoria e de espiritualidade.
Timor-Leste não pode ficar à margem deste movimento cultural e social. Por isso, espero que o Movimento Internacional Lusófono intensifique a sua influência em Timor-Leste que corre o perigo de ser sufocado pelo mundo malaio e anglo-saxónico. Neste ano, Timor-Leste está a comemorar os quinhentos anos da chegada das caravelas às costas marítimas da “Ilha do Crocodilo”. Há quinhentos anos, no período alto dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa, embarcações lusas, envergando a cruz de Cristo, estabeleceram os primeiros contactos comerciais, religiosos e culturais com os povos malaios da Insulíndia. Ainda hoje, é patente, naquela zona do mundo, a herança espiritual portuguesa, sobretudo, na ilha de Timor, “onde o Sol, logo em nascendo, vê primeiro”.
Aos organizadores do 3.º Congresso auguro as maiores felicidades!
Dom Carlos Filipe Ximenes
Belo
Prémio Nobel da Paz 1996

Excelente!
ResponderEliminarÉ uma carta de grande significado e valor, pelo seu notável conteúdo e pela identidade do seu Autor. Deve ficar como uma referência para o MIL.
Parabéns!
General Garcia Leandro
Um lusofono com conhecimento profundo da história de Timor-Leste e do seu povo. Testemunho as lágrimas e dor sentida das comunidades de todos os distritos, causadas pelo adeus do "Homem Bom" em quem sempre acreditaram "salvador da mais jovem Nação do Mundo".
ResponderEliminarConselheiro, amigo espiritual, alegre, fraterno, transmitia a paz que o povo de Timor-Leste merece. A sua saída da terra do sol nascente, foi e será um duro golpe na esperança em dias melhores de todos aqueles com o mesmo coração e a mesma alma.
Junto o meu pesar ao povo de Timor-Leste, pela perda irremediável da Saída de D. Ximenes Belo.
Luisa Timóteo
Muito bem!
ResponderEliminarUm testemunho indispensável e um exemplo para todos os Lusófonos.
Bem haja D. Ximenes Belo.
Jorge da Paz Rodrigues
Obrigado Dom Ximenes Belo. Sua missiva já esboça outros patamares que não meramente o da "fala"mas apontando os da alma e espirito lusiada que parecem quererem desabrochar Um bem haja extensivo ao MIL.
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