O ministro da Defesa e dos Assuntos Parlamentares de Cabo Verde admitiu hoje, em Luanda, a necessidade de introduzir alterações à cooperação técnico-militar com Angola, bem como o reforço dessas relações.
Rui Semedo, que falava à agência Lusa à saída de um encontro com o seu homólogo angolano da Defesa, João Lourenço, referiu que a cooperação tem funcionado nas áreas da segurança internacional, política de defesa, formação, proteção civil e buscas e emergências.
"Há várias que estão a funcionar muito bem, mas temos que avaliar e ver as correções que poderão ser ainda introduzidas e a disponibilidade de ambas as partes no sentido de reforçarmos essas relações", adiantou o ministro.
O governante cabo-verdiano, que iniciou na segunda-feira uma visita de trabalho de três dias a Angola, sublinhou a importância da cooperação nas questões da segurança marítima, para fazer face à insegurança mundial, onde se destacam o tráfico de armas e drogas e ações de pirataria marítima.
Por sua vez, o ministro da Defesa angolano considerou de "particular relevância" a visita do seu homólogo, durante a qual será feita uma profunda avaliação do grau de cumprimento do Acordo Geral de Cooperação Técnico-Militar entre a República de Angola e a República de Cabo Verde, assinado em maio de 2003 e atualizado em 2013.
João Lourenço frisou ainda a abordagem e análise política de defesa, segurança marítima, ensino e instrução, missões de apoio à paz, saúde e assistência médica, entre outros, durante a visita.
"Nesta perspetiva é imperioso o aprofundamento da cooperação nos domínios da Defesa e das Forças Armadas entre os dois países, aproveitando os laços de irmandade que unem os nossos povos", sublinhou o ministro angolano.
O governante cabo-verdiano vai também visitar o Instituto Superior Técnico-Militar, a Escola Superior de Guerra e o Comando do Exército angolano.
O programa prevê igualmente um encontro de cortesia com a sua homóloga dos Assuntos Parlamentares, Rosa Micolo.
Diário Digital com Lusa
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