O Governo de Moçambique retirou hoje o nível de alerta máximo para as cheias no centro e norte do país e baixou-o de vermelho para laranja, assegurando que vai manter o apoio às famílias atingidas pelo desastre.
"Das informações que nos são dadas pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, verificou-se um abrandamento das condições meteorológicas e há uma melhoria do comportamento das albufeiras, quer a nível nacional quer a nível dos países a montante", justificou o vice-ministro da Saúde e porta-voz do Governo, Mouzinho Saide, no final do Conselho de Ministros hoje em Maputo.
Apesar da redução do nível de alerta, o Governo moçambicano vai manter todas as atividades inerentes ao apoio das pessoas afetadas, tal como a vigilância em relação as condições meteorológicas, acrescentou.
Moçambique é ciclicamente assolado por cheias durante a estação chuvosa, que tem o seu pico entre janeiro e fevereiro, por se localizar a montante de algumas das principais bacias hidrográficas da África Austral, e as enxurradas têm sido acompanhadas por epidemias de cólera, que provocam dezenas de mortes.
Pelo menos 160 pessoas morreram e mais de 188 mil foram afetadas pelas cheias, em janeiro passado, nas províncias do centro e do norte do país.
Só na Zambézia, 137 pessoas morreram, 64 foram dadas como desaparecidas e mais de 40 mil perderam as suas casas, em resultado das cheias, que alagaram campos agrícolas, destruíram salas de aulas, estradas, pontes e a rede elétrica.
Paralelamente aos estragos provocados pelas cheias, um surto de cólera eclodiu nas províncias assoladas pelas enxurradas, matando pelo menos 37 de um total de 2.903 de doentes.
Na semana passada, as autoridades da Zambézia voltaram a ficar em alerta máximo, depois da subida repentina do caudal do rio Licungo, que ameaçou novo transbordo, mas nos últimos dias o nível das águas começou a descer.
Diário Digital com Lusa
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