O governo são-tomense lançou hoje simbolicamente uma campanha de atribuição da nacionalidade a cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), residentes no país à data da independência, a 12 de julho de 1975.
O processo, que deverá abranger milhares de pessoas, decorrerá entre 8 de marco e 8 de agosto e foi hoje apresentado na Direção Geral dos Serviços e Notariado.
Na ocasião, o ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Roberto Raposo, classificou a decisão como "um acto de justiça histórica", considerando que "repõe a justiça histórica por reconhecer o importante contributo de cidadãos originários" de Angola, Cabo Verde, Moçambique, Portugal e todos os outros residentes no arquipélago a 12 de julho de 1975.
A iniciativa do governo são-tomense abrange também os descendentes.
O diretor-geral dos Serviços e Notariado, Adelino Pires dos Santos, disse aos jornalistas que já estão criadas as condições para atender todos os pedidos e sem congestionamento.
Embora não haja dados estatísticos relativos ao número de estrangeiros residentes no país à data da independência, aquele responsável considerou que as comunidades mais representadas será a cabo-verdiana.
A atribuição da nacionalidade a cidadãos da CPLP residentes em São Tomé e Príncipe desde a independência foi uma das conclusões do Fórum Nacional, promovido pelo Presidente são-tomense Manuel Pinto da Costa, e realizado em finais de março de 2014.
Diário Digital com Lusa
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