Concordo! Eu reconheço que o espanhol ou castelhano é mais falado do que o português, só que o espanhol só se destaca com relevância na Espanha e nas Américas. O mandarim também só se destaca com relevância na Ásia oriental. O português, o inglês e o francês realmente são línguas intercontinentais. O português devia ser uma das línguas oficiais da ONU e, devia estar sendo ensinado como língua estrangeira nos países não-lusófonos e muitos governos não-lusófonos acordaram e passaram a ensinar português em suas escolas.
A presença Portuguesa na malasia nomeadamente em Malaca esta muito pouco esplicada (expplorada) , por exemplo quem saba em Portugal que o proprietario do avião que caiu na Malasia é luso descendente Tony Fernandes um dos homens mais ricos da Malasia é luso descendente. Quem sabe em Portugal que Portugal teve grande presença na Etiopia levando a planta do cafe para o Brsil e cristianizando a Etiopia ? Quem conhece a presença Portuguesa em Lagos (Old Lagos) constrida com pedra levada de Portugal ? Muito mais presenças Portuguesas a assinalar por esse mundo fora . Precisamos de estudar mais historia de Portugal no mundo.
Nós, portugueses, sempre tivemos essa rara capacidade, e diria mesmo vocação, para estabelecer pontes entre línguas associadas a culturas por vezes muito diferentes e afastadas do ponto de vista geográfico. Mas, como refere Renato Epifânio nesta sua crónica, «infelizmente, contudo, importa reconhecê-lo, são os lusófonos os os primeiros a não valorizar devidamente a sua cultura histórica». E não o fazem por ignorância dessa cultura histórica. Caberá a organizações como o MIL colmatar esta trágica lacuna. Esta crónica, que saiu a 29 de dezembro no Público, é muito importante para mim porque, ao lê-la e ao reparar no seu autor, fiquei a saber da existência do MIL. Um movimento destes vem ao encontro de tudo aquilo que eu penso acerca da incontornável dimensão e consequente importância da Lusofonia. Em fevereiro de 2014 publiquei o meu segundo romance que ficciona precisamente a construção de uma Federação Lusófona, uma união económica e monetária entre todos os países onde se fala o Português. Permito-me aqui reformular a frase de Renato Epefânio — são os políticos lusófonos, sobretudo os políticos portugueses, os primeiros a não valorizar devidamente a sua cultura histórica. Os políticos que emergiram do 25 de Abril, «ignorando a Lusofonia e o mar, viraram‐se, deslumbrados e subservientes, para a mítica Europa. Em vez de fazer a Europa vir até nós por causa do nosso conhecimento multifacetado do mar, e da nossa relação de privilégio com os países lusófonos, preferiram a indignidade preguiçosa da mão estendida aos sobranceiros governos europeus. A nova classe política simplesmente não esteve à altura das elevadas responsabilidades que lhe couberam na consolidação do Portugal democrático. Depois da ditadura, sentiram‐se desamparados e perdidos. Incapazes de tomar o nosso destino nas mãos, a nova classe política foi à procura de algo ou alguém mais elevado, mais “avançado”, estrangeiro, claro – um ditador diferente, com mais categoria –, que os guiasse. Estes políticos apenas tinham como currículo uma alegada oposição antifascista. Passados quase 40 anos, continuam a viver disso. A verdade é que nos conduziram a este buraco negro em que estamos hoje... » (Mar de Nuvens, pp 57, 58. Lisboa: RCP Edições) http://www.mybookbuzz.com/mar-de-nuvens
Todos os comentários acima são de grande valia, no entanto, afirmo que no Brasil, já há muitos tratados beneficiando a relações comerciais dos povos de língua portuguesa.
Ademais, em termos de importância é oportuno lembrar que a lingua portuguesa, tem sua marca até mesmo no Japão e na Coreia, ali lavrada pelos nossos navegadores do passado.
A palavra PÃO usada no Japão, foi legada por nossos antepassados, da jmesma forma, a a título de exemplo: ÓPÁ e OMÁ( pai e mãe) usadas na Coréia.
Por outro lado, é muito natural que uma ex colônia sinta antipatia por seus ex colonizadores e para isso haveria necessidade de uma boa política de aproximação e movimento de simpatia. Temos que estender a mão à palmatória e aceitar que nós, povo poruguês ou lusófonos modernos, não somos tão valorosos quanto os nossos antepassados, falamos e escrevemos muito e agimos pouco.
Obrigado Renato pelo excelente artigo que reforça o posicionamento de Malaca no mundo lusofono. É um dos objetivos da Associação Cultural Coração em Malaca divulgar e promover um valioso legado de origem portuguesa, que Portugal tem pelo menos o dever moral de acarinhar. Legado que foi reconhecido pelo UNESCO em Julho de 2008, citando que a declaração menciona: "património da Humanidade a partir do séc. XVI". Esquecer e abandonar as comunidades Luso descendentes (não incluidas na CPLP) quer em Malaca quer em todos os cantos do mundo, onde teimam em não morrer, é não desejar fortalecer a Lusofonia, como pilar da construção do mundo fraterno. Alguém sabe que ainda hoje em casa dos lusos descendentes e euro asiáticos residentes em Malaca, Malásia e Singapura, cozinham comida portuguesa? Gastronomia de Portugal para Malaca vão mais de 500 anos, hoje divulgada no Reino Unido pelo "Chef Kei", filho de pai português e mãe eurosiática portuguesa. Afirma com orgulho que a feijoada, a caldeirada, batatas a muro, queijadas com ovos e outras iguarias são comidas tradicionais portuguesas. Bem Hajam os promovem a cultura lusofóna.
Não me surpreende que seja um português a afirmar tal coisa... Muitas vezes escuto portugueses dizendo que, por exemplo, a língua falada no Brasil, é “brasileiro” quando não existe tal coisa, será uma variante, como o inglês americano o é em relação ao idioma de Shakespear. A língua portuguesa, a Lusofonia, é uma ponte enorme que une praias e oceanos. Se a sua força, no contexto global, é escassa, isso está relacionado com a pobreza de políticas culturais no âmbito da Lusofonia. Organizações como o MIL podem fazer a diferença pois, como todos sabemos, os políticos falam muito e fazem pouco, exemplo: a CPLP, uma excelente ferramenta que, a meu ver, ainda não tem voz e acção verdadeiramente internacional. Perdem muito tempo a discutir coisas inúteis... Deixo-vos um poema de minha autoria sobre a nossa lusofonia:
A minha Língua é uma maresia infinda. Quando abro a boca voam aves d’imenso azul e ouvem-se calemas bravas, brisas, poemas, kiandas e ondas baixinhas a bordar marés na orla imensa d’oceanos e continentes...
Namibiano Ferreira
Nota, já que se faz referencia a Malaca, há o livro: "Os filhos esquecidos do Império" de Joaquim Magalhaes de Castro.Uma viagem interessante.
Concordo! Eu reconheço que o espanhol ou castelhano é mais falado do que o português, só que o espanhol só se destaca com relevância na Espanha e nas Américas. O mandarim também só se destaca com relevância na Ásia oriental. O português, o inglês e o francês realmente são línguas intercontinentais. O português devia ser uma das línguas oficiais da ONU e, devia estar sendo ensinado como língua estrangeira nos países não-lusófonos e muitos governos não-lusófonos acordaram e passaram a ensinar português em suas escolas.
ResponderEliminarA presença Portuguesa na malasia nomeadamente em Malaca esta muito pouco esplicada (expplorada) , por exemplo quem saba em Portugal que o proprietario do avião que caiu na Malasia é luso descendente Tony Fernandes um dos homens mais ricos da Malasia é luso descendente. Quem sabe em Portugal que Portugal teve grande presença na Etiopia levando a planta do cafe para o Brsil e cristianizando a Etiopia ? Quem conhece a presença Portuguesa em Lagos (Old Lagos) constrida com pedra levada de Portugal ? Muito mais presenças Portuguesas a assinalar por esse mundo fora . Precisamos de estudar mais historia de Portugal no mundo.
ResponderEliminarNós, portugueses, sempre tivemos essa rara capacidade, e diria mesmo vocação, para estabelecer pontes entre línguas associadas a culturas por vezes muito diferentes e afastadas do ponto de vista geográfico. Mas, como refere Renato Epifânio nesta sua crónica, «infelizmente, contudo, importa reconhecê-lo, são os lusófonos os os primeiros a não valorizar devidamente a sua cultura histórica». E não o fazem por ignorância dessa cultura histórica. Caberá a organizações como o MIL colmatar esta trágica lacuna.
ResponderEliminarEsta crónica, que saiu a 29 de dezembro no Público, é muito importante para mim porque, ao lê-la e ao reparar no seu autor, fiquei a saber da existência do MIL. Um movimento destes vem ao encontro de tudo aquilo que eu penso acerca da incontornável dimensão e consequente importância da Lusofonia.
Em fevereiro de 2014 publiquei o meu segundo romance que ficciona precisamente a construção de uma Federação Lusófona, uma união económica e monetária entre todos os países onde se fala o Português.
Permito-me aqui reformular a frase de Renato Epefânio — são os políticos lusófonos, sobretudo os políticos portugueses, os primeiros a não valorizar devidamente a sua cultura histórica. Os políticos que emergiram do 25 de Abril, «ignorando a Lusofonia e o mar, viraram‐se, deslumbrados e subservientes, para a mítica Europa. Em vez de fazer a Europa vir até nós por causa do nosso conhecimento multifacetado do mar, e da nossa relação de privilégio com os países lusófonos, preferiram a indignidade preguiçosa da mão estendida aos sobranceiros governos europeus. A nova classe política simplesmente não esteve à altura das elevadas responsabilidades que lhe couberam na consolidação do Portugal democrático. Depois da ditadura, sentiram‐se desamparados e perdidos. Incapazes de tomar o nosso destino nas mãos, a nova classe política foi à procura de algo ou alguém mais elevado, mais “avançado”, estrangeiro, claro – um ditador diferente, com mais categoria –, que os guiasse. Estes políticos apenas tinham como currículo uma alegada oposição antifascista. Passados quase 40 anos, continuam a viver disso. A verdade é que nos conduziram a este buraco negro em que estamos hoje... » (Mar de Nuvens, pp 57, 58. Lisboa: RCP Edições)
http://www.mybookbuzz.com/mar-de-nuvens
Todos os comentários acima são de grande valia, no entanto, afirmo que no Brasil, já há muitos tratados beneficiando a relações comerciais dos povos de língua portuguesa.
ResponderEliminarAdemais, em termos de importância é oportuno lembrar que a lingua portuguesa, tem sua marca até mesmo no Japão e na Coreia, ali lavrada pelos nossos navegadores do passado.
A palavra PÃO usada no Japão, foi legada por nossos antepassados, da jmesma forma, a a título de exemplo: ÓPÁ e OMÁ( pai e mãe) usadas na Coréia.
Por outro lado, é muito natural que uma ex colônia sinta antipatia por seus ex colonizadores e para isso haveria necessidade de uma boa política de aproximação e movimento de simpatia.
Temos que estender a mão à palmatória e aceitar que nós, povo poruguês ou lusófonos modernos, não somos tão valorosos quanto os nossos antepassados, falamos e escrevemos muito e agimos pouco.
Caros amigos Lusofonos
ResponderEliminarObrigado Renato pelo excelente artigo que reforça o posicionamento de Malaca no mundo lusofono. É um dos objetivos da Associação Cultural Coração em Malaca divulgar e promover um valioso legado de origem portuguesa, que Portugal tem pelo menos o dever moral de acarinhar. Legado que foi reconhecido pelo UNESCO em Julho de 2008, citando que a declaração menciona: "património da Humanidade a partir do séc. XVI".
Esquecer e abandonar as comunidades Luso descendentes (não incluidas na CPLP) quer em Malaca quer em todos os cantos do mundo, onde teimam em não morrer, é não desejar fortalecer a Lusofonia, como pilar da construção do mundo fraterno.
Alguém sabe que ainda hoje em casa dos lusos descendentes e euro asiáticos residentes em Malaca, Malásia e Singapura, cozinham comida portuguesa? Gastronomia de Portugal para Malaca vão mais de 500 anos, hoje divulgada no Reino Unido pelo "Chef Kei", filho de pai português e mãe eurosiática portuguesa. Afirma com orgulho que a feijoada, a caldeirada, batatas a muro, queijadas com ovos e outras iguarias são comidas tradicionais portuguesas.
Bem Hajam os promovem a cultura lusofóna.
Luisa Timóteo
Não me surpreende que seja um português a afirmar tal coisa...
ResponderEliminarMuitas vezes escuto portugueses dizendo que, por exemplo, a língua falada no Brasil, é “brasileiro” quando não existe tal coisa, será uma variante, como o inglês americano o é em relação ao idioma de Shakespear.
A língua portuguesa, a Lusofonia, é uma ponte enorme que une praias e oceanos. Se a sua força, no contexto global, é escassa, isso está relacionado com a pobreza de políticas culturais no âmbito da Lusofonia. Organizações como o MIL podem fazer a diferença pois, como todos sabemos, os políticos falam muito e fazem pouco, exemplo: a CPLP, uma excelente ferramenta que, a meu ver, ainda não tem voz e acção verdadeiramente internacional. Perdem muito tempo a discutir coisas inúteis...
Deixo-vos um poema de minha autoria sobre a nossa lusofonia:
A minha Língua é uma maresia infinda.
Quando abro a boca voam aves d’imenso
azul e ouvem-se calemas bravas,
brisas, poemas, kiandas
e ondas baixinhas a bordar marés
na orla imensa d’oceanos e continentes...
Namibiano Ferreira
Nota, já que se faz referencia a Malaca, há o livro: "Os filhos esquecidos do Império" de Joaquim Magalhaes de Castro.Uma viagem interessante.
Namibiano Ferreira: Bravo!
ResponderEliminarUm abraço a todos.
Jorge da Paz Rodrigues