É o primeiro estudante timorense a completar em Portugal licenciatura,
mestrado e doutoramento. Chama-se Samuel Freitas e chegou a Portugal em
2001 e entrou na Universidade de Aveiro (UA) em 2002 ao abrigo do
protocolo de formação de estudantes timorenses assinado entre os
governos de Timor-Leste e de Portugal.
Licenciado e mestre em Engenharia
Química pela UA, na investigação que desenvolveu ao longo dos últimos
cinco anos na academia de Aveiro, no âmbito do trabalho de doutoramento,
Samuel Freitas estabeleceu uma metodologia para produzir biodiesel a
partir de óleos de sementes nativas de Timor. O projeto inovador promete
ajudar a alargar a rede de distribuição elétrica naquele país do
sudeste asiático e reduzir a poluição atmosférica.
O biodiesel, fabricado a partir de óleos vegetais extraídos de
sementes do pinhão-manso e da nogueira de Iguapé, árvores nativas de
Timor-Leste presentes em grande escala por todo o país, “poderá ser
usado não só pelo parque automóvel como também para a produção de
eletricidade”, explica o engenheiro químico Samuel Freitas.
O recém-doutorado timorense revela que desenvolveu a investigação
precisamente a pensar numa forma barata, eficaz e limpa de obter
combustível que possa ajudar a produzir energia elétrica. “Fui
incentivado a desenvolver este tema pois parte da ilha ainda não tem
eletricidade”, diz Samuel Freitas.
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