quinta-feira, 18 de julho de 2013

Declaração do MIL – Portugal sobre a intervenção do Presidente da República



Nesta última quarta-feira, o Presidente da República dirigiu-se ao país, instando os três partidos que assinaram o “Memorando de Entendimento com a Troika” a firmarem, entre si, um “Compromisso de Salvação Nacional”.
O MIL – Portugal tem bem consciência da situação gravíssima em que o nosso país se encontra. Todavia, não acreditamos que os partidos em questão sejam sensíveis a qualquer “apelo patriótico”. Todos eles já deram bastas provas de, por regra, sobreporem os seus interesses partidários aos reais interesses do país. Por isso, não acreditamos que esse “Compromisso de Salvação Nacional” se atinja.
Nessa medida, instamos o Presidente da República a dar o passo que o MIL – Portugal já reclamou, logo no início desta crise política: constituir um Governo de Salvação Nacional, composto por figuras prestigiadas da nossa sociedade civil, sem, tanto quanto possível, ligações partidárias.

MIL: Movimento Internacional Lusófono

MIL – Portugal

11 comentários:

  1. Embora não discorde frontalmente, parece-me que será quase impossível um Governo de Salvação Nacional com personalidades fora dos partidos, até por existirem personalidades dentro dos partidos com competência política dada para o efeito e estou-me a lembrar, por exemplo, de Rui Rio do PSD, Francisco Assis do PS ou José Ribeiro e Castro do CDS. Só que dificilmente o Parlamento deixaria passar tal Governo.

    Assim, creio que seria preferível que o PR "apadrinhasse", em primeiro lugar e antes de mais um Pacto de Regime.

    Aliás, esperava que Cavaco Silva o tivesse anunciado, apelando à participação de todos os partidos e especialmente do PS, no qual seriam incluídas todas as medidas necessárias à boa governabilidade do país, seja qual for o Governo, face ao que o Estado ficou obrigado no Memorando, quando Sócrates era PM. Refiro-me a alterações constitucionais e às que implicam a reforma do Estado, nas estruturas, nas remunerações, na uniformização das pensões, etc, com o fim de todas as “mordomias” injustificadas, no Estado e nas empresas públicas, alterações essas sem as quais não sairemos do “buraco” para onde o país foi atirado e sem esquecer de exigir aos Tribunais o apuramento rápido de todas as responsabilidades civis e criminais, que levaram à crise.

    Abraço MIL.

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  2. Estou genericamente de acordo com a proposta de texto da Declaração; na verdade, a situação que o País vive, de caracter excepcional, e as consequências gravíssimas que adviriam seguramente, no plano financeiro e economico e, portanto, social também, de um arrastar da instabilidade política gerada por um misto de irresponsabilidade e de profunda iliteracia políticas, exigem do PR uma solução, essa sim verdadeiramente patriótica, que, estou seguro, o País reclama e anseia.

    Mário Negrão

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  3. Anónimo23:54:00

    Talvez uma solução intermédia, ou seja, um governo obviamente com os partidos (ainda que estes não tenham dado quaisquer provas de ultrapassarem os seus interesses meramente partidários), mas TAMBÉM com personalidades extra partidárias.

    Eduardo Aroso

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  4. Subscrevo inteiramente o teor desta proposta do MIL, pois os partidos ditos do "arco da Governação" não vão ser capazes de se entenderem com os seus atuais líderes. É necessário, com efeito, convocar figuras prestigiadas da sociedade civil que, contudo, devem ter visões amplas de mundividências Humanistas, porquanto os políticos estão cada vez mais descredibilizados, mas os tecnocratas das folhas de Excel também. Por isso, subscrevo inteiramente esta solução patriótica de congregar personalidades sérias e prestigiadas, independentes, que nos guiem com carisma a fugir do sufoco trauliteiro dos políticos e dos mercados.

    MIL-ilitante
    Nuno Sotto Mayor Ferrão

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  5. concordo que talvez seja já a última solução

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  6. José Jorge Peralta16:20:00

    Estou plenamente de acordo com o proposta do MIL,e endosso as reflexões de Nuno Ferrão.
    Como está, o país não pode continuar...
    É preciso reagir. A leniência do governo e a voracidade dos políticos já foram longe demais, não só neste governo, mas nos últimos dez anos, principalmente. Os perdulários terão de ser responsabilizados por seus atos. É preciso coragem e sabedoria para governar com justiça, para toda a nação, e não só para alguns. O Parlamento precisa de uma grande e justa faxina.
    José JPeralta

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  7. VITORINO MORGADO-BRASIL17:14:00

    As sugestões são muito bem intencionadas, no entanto, Portugal tem que obdecer à Norma Juridica Constitucional estabelecida, para a escolha de seus dirigentes e este Norma passa pela Constituição e pelos partidos politicos, caso desejemos algo mais necessário se faria uma Emenda Constitucional. Neste contexto este seria o primeiro passo politico a ser dado.

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  8. Eu não sei se a minha forma de avaliar está correta, posso estar enganado mas, um dos problemas é que o Presidente é membro de um dos partidos, o mesmo do Primeiro Ministro, portanto, não acredito que o Chefe de Estado vá concordar com tal proposta de governo sem ligações partidárias. É mais fácil conseguir a colaboração do Presidente se os Portugueses fizessem protestos sincronizados nas ruas das principais cidades de Portugal. Ao menos 1.000.000 de Portugueses aproximadamente, protestos pacíficos mas insistentes, protestar incansavelmente.

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  9. Há muitos teatrinhos por detrás da Assembleia da República e parece-me que este é só mais um. Portugal precisa de ser liderado por pessoas que não metam os interesses próprios e dos partidos à frente dos da nação. Um governo feito de personalidades adequadas não seria, a meu ver, a solução ideal, mas seria, sem dúvida, um grande passo em frente.

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  10. Concordo com a proposta do MIL. Mas, nesta altura, e porque o tempo urge, ceio que a proposta do Presidente da República deve ser levada por diante, com o compromisso de salvação nacional que lhe subjaz, comprometendo os três principais partidos do «Arco da Governação» e que são eles, afinal, os responsáveis pela actual situação, quer quanto ao compromisso internacional, quer quanto ao estado de coisas interno.

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