Conforme havíamos previsto, os principais partidos
políticos que temos não conseguiram chegar a acordo. Quando os principais
partidos políticos não conseguem chegar a um “Compromisso de Salvação Nacional”
neste momento de emergência, resta concluir que os principais partidos
políticos que temos não servem para nada, pois insistem em sobrepor os seus
interesses partidários ao interesse nacional.
Nessa medida, o MIL – Portugal insiste, agora ainda
com maior vigor e fundamento, na exortação que fez, em devido tempo, logo no
início da presente crise, ao Presidente da República: constituir um Governo de
Salvação Nacional, composto por figuras prestigiadas da nossa sociedade civil,
sem, tanto quanto possível, ligações partidárias. Registamos que essa tem sido
igualmente a posição de outros movimentos cívicos.
Paralelamente, urge alterar as leis eleitorais, de
modo a que, nas próximas eleições legislativas, possam já concorrer candidatos
independentes. Como defendemos na Petição que no início deste ano apresentámos
na Assembleia da República, “só com
Deputados que livremente representem aqueles que os elegeram e que não sejam
apenas uma caixa de ressonância dos seus partidos, teremos uma verdadeira
Democracia Representativa”. Com as leis que temos, o resultado será sempre
“mais do mesmo”. Por isso, enquanto não se alterarem as leis eleitorais, de
pouco valerá antecipar as eleições.
MIL:
Movimento Internacional Lusófono
MIL – Portugal
Tanto em Portugal quanto no Brasil, é necessário mudar o sistema eleitoral. A democracia representativa não é tão representativa assim. Concordo!
ResponderEliminarReafirmo o que já disse e escrevi: só com uma mudança de regime e, em consequência, uma mudança nas instituições e nos protagonistas políticos, poder-se-á efectuar uma verdadeira «salvação nacional» e construir-se em Portugal uma verdadeira democracia representativa.
ResponderEliminarNeste momento tão crítico, os partidos demonstraram que não servem para nada. Também o Presidente da República demonstrou ser inoperante ao reconduzir tudo para o mesmo, sendo esta, todavia, já outra questão. Quanto ao governo, repito o que já disse na minha última mensagem: seria absolutamente fulcral - e isto sim seria revitalizar a democracia - INTRODUZIR esta «nuance» de elementos da sociedade fora da partidocracia.
ResponderEliminarEduardo Aroso
Caros amigos
ResponderEliminarSempre acredetei e continuo a acreditar na constituição portuguesa, os partidos, os sindicatos, as associações, as comissões de moradores e de trabalhadores... devem ser o garante das medidas sociais, economicas e politicas. Não é este o mal da sociedade portuguesa e de outras semelhantes. O mal está na falta de participação civica, que a cada um de nós cabe garantir como direitos e deveres, de interver com responsabilidade, de fiscalizar, denunciar e impedir os que abusivamente não respeitam nem constituição, nem demais importantes tratados, convenções e outros, que consagram os direitos e obrigam ao respeito pela dignidade humana, na condução de um mundo de justiça e fraternidade.
É este o sentimento que devemos ter presente, deixado por muitos homens e mulheres com ou sem partidos, que sofreram e deram a vida acreditando sempre no bem.
Um abraço fraterno
Luisa Timóteo
ResponderEliminarEsta tomada de posição é um convite a colocar a democracia entre parenteses,como sugeriu ha tempos Manuela Ferreira Leite.Um compromisso de salvação nacional tem um preço,e não é certo que com mais do mesmo austeritarismo, o resultado fosse melhor.E era o que se pretendia com a proposta. Aliás, o próprio Gaspar confessou a derrapagem da receita quando saltou fora.
E o facto de dizer antes, que algo vai acontecer assim,ou de outro modo, só dá razão, à previsão ,nao dá razão nem tira, às motivações de cada um dos partidos,que pode ser bem diferente.
Quanto à alteração da responsabilização dos deputados nas listas, também estou de acordo. Mas aceitando que a democracia participativa é importante, não vejo que ela possa substituir a democracia formal globalmente.Pode estar na moda, mas isso não lhe dá a legitimidade.De resto transcrevo: o PS defende e propõe:
Maior confiança no sistema político
, nomeadamente, através da alteração da lei eleitoral
para a Assembleia da República que, num quadro de respeito das regras de
proporcionalidade e de governabilidade deve promover uma maior aproximação entre
eleitos e eleitores (exemplo: um maior poder de escolha por parte dos eleitores).
Um Governo de Salvação Nacional teria de ser com todos os partidos do espectro parlamentar,e não só com três em cinco.
Acho que esta tomada de posição é um reflexo do que pensa a direcção, mas é perigosa,para ser representativa de todos os membros, e nem sequer fala da lusofonia( nacionalização da Tap), o que seria importante,como tomada de posição.
Abraço
António Serzedelo
Caro António
ResponderEliminarAs posições do MIL valem pelo seu conjunto - e, no seu conjunto, julgo que a nossa posição não só é legítima como adequada. Por coincidência, amanhã mesmo publicarei aqui um texto sobre a questão da TAP...
Abraço
Excelente declaração. 100% a favor.
ResponderEliminarSubscrevo o teor da declaração. Acho muito importante a tal mudança das leis eleitorais para aproximar os cidadãos dos políticos, com a viabilização de candidaturas independentes que afastem parte do espectro da partidocracia reinante.
ResponderEliminar