Iniciativa da Associação Agostinho da Silva
Há vinte anos atrás, prestes a falecer, Agostinho da Silva parecia, a muitos, um pensador desactualizado, ultrapassado, anacrónico.
Portugal vivia então a sua adolescente e provinciana paixão europeísta. Virara as costas ao mar e a todo espaço lusófono, julgando que a Europa lhe bastaria. Por isso, tudo apostou na integração europeia. Na altura, Agostinho da Silva bem que nos alertou para o colossal erro que estávamos a cometer – foi ignorado por muitos e até ridicularizado por alguns.
Vinte anos depois, a história veio dar razão a Agostinho da Silva. O colossal erro que então cometemos tornou-se entretanto evidente para (quase) todos e daí que cada vez mais se fale de “Lusofonia”. Se a palavra “troika” tem sido a palavra-chave em Portugal nestes últimos anos, a palavra “Lusofonia” será decerto, para nós, a palavra-chave do século XXI.
Como sempre acontece, há quem o não perceba e, refém de paradigmas estrangeirados, nos fale da “Lusofonia” de forma enviesada, qualificando-a até, pasme-se, como um “projecto neo-colonialista”. Na nossa intervenção, salientaremos a actualidade de Agostinho da Silva enquanto prefigurador da convergência lusófona entre nós: “Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica”.

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