quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Ramos-Horta acredita na normalização das relações entre Lisboa e Bissau

O representante do secretário-geral da ONU para a Guiné-Bissau, José Ramos-Horta, disse hoje à agência Lusa acreditar numa normalização das relações entre Lisboa e Bissau.

"Eu creio que não será difícil que entre Lisboa e Bissau venha a haver uma melhoria nos contactos e normalização das relações", afirmou.

Portugal, assim como a maioria da comunidade internacional, não reconhece o Governo de transição da Guiné-Bissau, que entrou em funções depois do golpe de abril passado e que depôs o Governo eleito, liderado por Carlos Gomes Júnior.

"As forças armadas portuguesas e as forças armadas da Guiné-Bissau têm longa experiência de cooperação e a Guiné-Bissau sabe que Portugal não tem outros interesses, porque não faz fronteira com a Guiné-Bissau, não tem interesses económicos e comerciais, e Portugal pode fazer ainda muito pela Guiné-Bissau, mobilizando a União Europeia para voltar a apoiar o país", salientou José Ramos-Horta.

Nas declarações à Lusa, o antigo Presidente timorense disse também que podia "assegurar" à Guiné-Bissau que Portugal "não está a pensar que se pode voltar ao período antes de abril de 2012".

"Portugal também tem consciência de que é preciso lidar com a questão como ela está hoje para poder ajudar a Guiné-Bissau. Creio que se pode rapidamente ultrapassar este período de alguma tensão entre Lisboa e Bissau", disse.

José Ramos-Horta deixa hoje Díli rumo a Bissau, onde deverá chegar ao início da madrugada de dia 13, para chefiar o Gabinete Integrado do ONU para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS) como representante do secretário-geral das Nações Unidas.

SAPO Timor -Leste

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