No dia 21 de Janeiro, estaremos na estação de
televisão SIC Notícias, por volta das 10h30, a fazer a revista de imprensa.
Prometemos desde já não ser meigos - quer com a nossa classe política, quer com
a nossa classe jornalística. Salvaguardadas as devidas excepções, que sempre
existem, a regra que seguem tem sido a mesma, assente em dois erros capitais:
1. Desprezar o nosso património histórico-cultural,
fonte da nossa memória colectiva. Hoje, somos um povo sem memória e por isso perdemos,
dia após dia, o nosso horizonte de futuro. Apenas um exemplo: em 2012,
assinalou-se o centenário dos 100 anos da Renascença Portuguesa, que juntou as
grandes figuras da cultura da época. Não teve o menor eco nos nossos “media” (à
excepção da Revista NOVA ÁGUIA). A maior parte dos nossos jornalistas ignora
até, decerto, a importância da efeméride. Provavelmente, nunca ouviu sequer
falar da “Renascença Portuguesa”.
2. Continuar a não valorizar o espaço lusófono, erro
que, como dia após dia se torna mais evidente, é a principal razão da situação
a que Portugal chegou. Pela mão daqueles
que teimam em pensar pequeno, entrámos na Comunidade Económica Europeia
desprezando todo o espaço lusófono e hoje estamos na União Europeia numa
posição cada vez mais subalterna. Continuam a insistir no mesmo erro. Ainda não
perceberam que Portugal só voltará a ter futuro quando se reposicionar no
espaço lusófono.
Cada vez mais, o MIL assume-se, pois, como a
Voz que faz falta, a Voz de uma nova geração que não tem medo de denunciar os cada
vez mais putrefactos consensos instituídos na nossa classe política e
jornalística. O discurso mediático dominante tem sido sempre (quase) o mesmo,
década após década. Não por acaso, a palavra do ano 2012 foi “entroikados”. É
assim, com efeito, que estamos – num beco sem saída. Falta dizer que a palavra
do século XXI, para Portugal, será “Lusofonia”. É ela a única palavra-senha que
nos poderá fazer sair do beco onde estamos. É isso, em suma, o que o MIL dirá.

Isso mesmo! Ótimo! Vão em frente! Se algum dia vocês quiserem fazer algo parecido em algum canal brasileiro, por exemplo, a Globonews, e repreender a classe política brasileira também, vocês têm o meio apoio. Um bom ano de 2013 para todos! :)
ResponderEliminarForça...
ResponderEliminarSe, alguns pensam que somos liricos, respondam-lhe (falem) com os projectos que cada um individualmente ou colectivamente tem feito para preservar e difundir a língua e a cultura portugesa, a nossa História.
Somos europeus, mas não podemos virar as costas ao nosso passdo. O nosso futuro passa, também, pela CPLP.
Maria Manso
Concordo, 100%. Força!
ResponderEliminarPARABÉNS É ISSO QUE TEM QUE SER FEITO DIVULGAR SEMPRE AS BOAS IDÉIAS, POR TODOS OS MEIOS POSSÍVEIS, RÁDIOS, TELEVISÃO JORNAIS, INTERNETE E ETC.
ResponderEliminarMuito bem!
ResponderEliminarBoa noticia
ResponderEliminarMais uma oportunidade para o MIL afirmar o que nos vai na alma,
citando Maria da Fé
"cantarei até qua a voz me doa"
Um abraço fraterno
Luisa Timóteo (Malaca)