domingo, 24 de fevereiro de 2013

De Adriano Moreira, para a NOVA ÁGUIA nº 11



ENTRE O PODER DA PALAVRA E A PALAVRA DO PODER[1]



Em primeiro lugar, para evitar alguma ambiguidade do tema, vamos fixar um sentido operacionalmente corrente, da expressão sociedade civil.

Todos temos presente que foi uma expressão que se tornou comum no século dezoito, em função da doutrina do contrato social. Herdada de Platão pela teoria política, foi Locke (1632-1704), ocupado com a justificação do governo limitado e com o liberalismo, (Treatises of Civil Government, 1690, e Letter of Toleration, 1689), quem renovou o uso do conceito que, quer pretendendo ser a realidade histórica, quer como hipótese, aproximou os pontos de vista desde Rousseau a Rawls, este com a famosa Theory of Justice de 1971.

A conceção da democracia, no sentido ocidental, levou a considerar a articulação entre o século XX e o século XXI como marcada pela globalização da sociedade civil, que pode ser considerado um elemento da divulgadíssima doutrina do fim da história, que popularizou Fukuyama, imaginando que a versão americana ficava como alternativa única depois da queda do Muro de Berlim e do suposto fim do sovietismo...
(excerto)

[1] Texto apresentado no Instituto de Defesa Nacional (10 de Outubro de 2012), numa sessão promovida pela PASC: Plataforma Activa da Sociedade Civil.

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