O representante da ONU na Guiné-Bissau acredita ter sido feito «bode expiatório» das autoridades «de facto» guineenses por os estados-membros da ONU não terem reconhecido o Governo emanado do golpe de Estado de abril.
Em entrevista à Lusa a duas semanas de concluir a sua missão de quatro anos à frente do gabinete da ONU em Bissau (UNIOGBIS), o ruandês Joseph Mutaboba não poupou críticas também à lentidão dos parceiros internacionais em financiar a desmobilização de militares no país, que teria evitado o mais recente golpe de Estado, ocorrido a 12 de abril, que depôs o primeiro-minitro eleito e o Presidente interino.
Durante o último debate da Assembleia-Geral da ONU, em setembro, as novas autoridades enviaram a Nova Iorque o Presidente interino de transição, mas este não conseguiu acreditação para discursar em nome do país, facto que causou «frustração» em Bissau.
Diário Digital / Lusa

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