Para Cavaco Silva,
Fernando Pessoa e
Almada Negreiros
Invertebrados
cleptocratas são os que se apoderaram do corpo luzido de Portugal quando a alma
deste adoeceu. Reproduzindo-se, enroscam-se nos anéis do tempo a que chamam
dinheiro, rastreando-lhe, como cães com cio, o cheiro. Insectivos, pululam,
inescrupulosos, os argentários mortais. A cada trecho de paisagem da nação
olham-no (imundos no olhar) os vendilhões como a talhão, besta praga epidémica
que a todo o sim mata em não. Não desmereçam os vivazes répteis a analogia com
os celerados do vil metal, que o ânimo daqueles move-se grácil e fero sobre a
leve terra, enquanto o destes, lôbrego e labrego, é só desânimo: só desenterra
lodo e guerra. Sobrevive hoje Portugal sob as patas dos cleptocratas
(plutocratas, oligarcas, grandes democratas), espécimen de hominídeo abjectal
cuja razão de existir é o lucro e seu sinal, ignorando quanto seja desmal e
pulcro. Vendem agora a pátria a seus congéneres internacionais, os argentários
mortais, insectivos pestíferos, inescrupulosos, imundos no olhar; que o
cleptocrata invertebrado por dinheiro mata!
Firmino Justo (militar na reserva)
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