[o] descobrimento
da causalidade estatística, que é talvez o mais importante do nosso tempo, pode
apenas pôr a ideia de que a ciência é demasiado simples para o universo, de que
por ela não podemos ir a nada mais do que probabilidades, o que de resto é
perfeitamente bastante para a técnica; mas, como o cálculo de probabilidades é
matemática, salva-se por aí tudo quanto há na ciência de coerência lógica, de
nítido encadeamento do raciocínio puro, no entanto, a primazia do conhecer passa
decididamente, indo além do artista e do filósofo, para os domínios da mística:
a qual mística, muito ao contrário do que se tem dito, tem pouquíssimo que ver
com irracionalismos e com intuições bergsónicas.[1]

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