Suicidam-se exactamente nos países em que por motivos diversos mais
sentem a presença da máquina e o seu tédio: suicidam-se no Japão e suicidam-se
nos países escandinavos; subirá a taxa de suicídio em todos os países que se
foram mecanizando, sem que a par se crie a possibilidade do risco, da aventura,
da incerteza, e de todo o despojamento a que a aventura obriga: e muito mais a
de espírito do que a material: muito mais do que a que tem por objectivo salvar
o corpo, a que o tem no salvar da alma. Mas, de certo modo, os que se estão
matando dão a vida por nós: para que aprendamos que só uma perfeita ascese se
pode aguentar a abundância.[1]

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