"o mal que ameaça a humanidade não é de modo algum a
pobreza, mas a abundância, aquilo a que hoje se chama o conforto e que então
haverá para todos, não apenas para raros; o conforto que distrai dos fins mais
altos do homem; o conforto que no fim de tudo dará o tédio: e que se opõe,
pelos hábitos que cria, àquele instinto fundamental na humanidade de nomadismo,
de livre invenção do dia de amanhã. Poesia e conforto, serviço e conforto,
santidade e conforto são termos e atitudes que brigam entre si."
“A eternidade do pobre” (excerto)In O Estado de S. Paulo, S. Paulo, 23/10/1955

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