Nada do que se ensina ou fornece ou se consegue
fixar em alguém, por meios intelectuais, transforma a natureza ou descasca a
falsa natureza. Pensar que algum discípulo de Sócrates se converteu às ideias
pela dialéctica dos diálogos, é puro absurdo: o que os fez homens novos, foi
aquele imenso amor de Sócrates que subjaz aos diálogos. Não conduz as multidões
quem as multidões compreende: mas aquele por quem as multidões se apaixonam.
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(excerto)
“Regresso da Política”, in O Estado de S. Paulo, S. Paulo, 11/09/1955.

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