Hoje, Dia Mundial do Livro, e véspera da abertura da Feira do Livro de Lisboa 2012, é o momento adequado para, mais uma vez, apelar a que não se compre livros escritos e/ou impressos segundo o abominável «acordo ortográfico de 1990». O boicote a obras deformadas e deturpadas é uma das principais formas, e talvez a melhor, de combater aquele «aborto»; quanto mais forem os leitores que o fizerem maior será a probabilidade de os escritores e/ou as editoras que renunciaram à dignidade e à sensatez retrocederem na sua conduta reprovável e ridícula… porque ver-se-ão afectados onde «dói mais», isto é, na carteira, no cofre e na conta bancária.
Neste âmbito,
destaque pela positiva vai, entre outros, para Guilherme Valente: o fundador da
Gradiva – que faz jus ao seu apelido! – não só subscreveu a Iniciativa
Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico como disponibilizou os
espaços da sua editora na Feira do Livro para a recolha de assinaturas a favor daquela
iniciativa; é mais um motivo para uma visita aos pavilhões B19, B56, B58 e B60. Entretanto,
também a Relógio d’Água se juntou à iniciativa, pelo que se deve igualmente
visitar os pavilhões A775, A3, A77, A79, A81, A83, A85 e A87. E
ainda a Zéfiro (D50), que edita a revista Nova Águia e a colecção de livros com
o mesmo nome.
Enfim, e para
além daqueles que já mencionei aquando de anteriores feiras e Natais, eis
alguns novos livros, de amigos, cuja aquisição eu recomendo: «Compêndio de Segredos Sombrios e Factos Arrepiantes» e «O Homem Corvo», David Soares; «Nova Teoria do Mal», Miguel Real; «A Última Sessão – A Edição dos Textos Malditos de Luiz Pacheco», Pedro Piedade Marques; «Convergência Lusófona – As Posições do MIL/Movimento Internacional Lusófono (2008-2012)», (coordenação de) Renato
Epifânio; «A Cidade dos Sonhos», Sérgio Franclim (e Sandra Hormiga).
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