terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A UNIVERSALIDADE DA IGREJA E A VIVÊNCIA DO MULTICULTURALISMO

A expansão destes ocidentais cristãos foi orientada por um conceito estratégico que na minha leitura teve em Luís de Camões o primeiro teorizador, quando em Os Lusíadas unifica o pluralismo étnico e linguístico dos europeus pelos valores cristãos, e anuncia Portugal como cabeça da Europa toda, que dará novos mundos ao mundo.

Sem esquecer, como consta do Roteiro de Vasco da Gama, que, quando à chegada a Calicute perguntaram de terra “o que vinham lá fazer”, um marinheiro lúcido respondeu que vinham em busca de “cristãos e especiarias”.

Foi a busca das especiarias que, os tempos, tal como notado pelo Soldado Prático de Diogo do Couto, que ganhou proeminência, sobretudo a partir do século XIX, pelo que chegamos a este século XXI com um Ocidente que substitui o credo da fé pelo credo do mercado, e colocou o preço das coisas no lugar do valor das coisas.

Adriano Moreira

Excerto - a publicar no nº 10 da NOVA ÁGUIA (2º Semestre de 2012)

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