
«Hoje comemora-se a independência do Brasil. A data de 7 de Setembro de 1822 representa a afirmação de Portugal, no que tem de continuidade, e (veremos) talvez o vaticínio da sua sobrevivência. A estafeta da civilização é longa. Já cansados, entalados entre absolutistas e liberais, todos eles infelizmente já pouco portugueses, entregámos o testemunho ao lugar onde tinha chegado Cabral. Mas, ainda assim, ficámos a correr fora da pista, no entendimento da mesma Língua, para dizermos «vamos para a frente!». Todavia, não sendo Deus brasileiro, como queria alguém, também não O é apenas português. Mas creio que é o Deus da nossa Língua, santificada seja para irmanar povos e nações. Ámen.» (Eduardo Aroso, 7-9-2011)
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