sexta-feira, 15 de julho de 2011

Há 126 anos



A 15 de julho de 1885 morria em Padrão Rosalia de Castro. No leito de morte, depois de pedir aos seus filhos que queimassem todos os escritos que tinha sem publicar, disse-lhe à sua filha Alexandra: "Abre essa janela, que quero ver o mar". Criadora da literatura galega moderna, com os seus dois livros de poemas Cantares galegos (1863) e Folhas Novas (1880), verdadeiras epopeias da Galiza e a sua gente, consagrou-se como poeta nacional. Foram muitos os que retribuiram nos seus versos a funda pegada do génio de Rosalia, também em Portugal. Sirva como exemplo este poema publicado por Teixeira de Pascoaes na revista galega Nós em 1924:






À Galiza



Ó santa Rosalia da Saudade,



do Infinito e do Berço em que nasceste,



cantora da perfeita suavidade,



da inefável ternura que é celeste;



intérprete da nova Divindade



que tu, Galiza Mater, concebeste,



teu cântico imortal e redentor



é nossa eterna glória e eterno amor!

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