
A 15 de julho de 1885 morria em Padrão Rosalia de Castro. No leito de morte, depois de pedir aos seus filhos que queimassem todos os escritos que tinha sem publicar, disse-lhe à sua filha Alexandra: "Abre essa janela, que quero ver o mar". Criadora da literatura galega moderna, com os seus dois livros de poemas Cantares galegos (1863) e Folhas Novas (1880), verdadeiras epopeias da Galiza e a sua gente, consagrou-se como poeta nacional. Foram muitos os que retribuiram nos seus versos a funda pegada do génio de Rosalia, também em Portugal. Sirva como exemplo este poema publicado por Teixeira de Pascoaes na revista galega Nós em 1924:
À Galiza
Ó santa Rosalia da Saudade,
do Infinito e do Berço em que nasceste,
cantora da perfeita suavidade,
da inefável ternura que é celeste;
intérprete da nova Divindade
que tu, Galiza Mater, concebeste,
teu cântico imortal e redentor
é nossa eterna glória e eterno amor!
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