Johann Sebastian Bach nasceu no meio de uma família recheada de “pergaminhos” musicais, na Alemanha no fim do século XVII, tendo-se revelado como um plurifacetado intérprete de vários instrumentos (órgão, cravo, violino, etc.) e como maestro, professor e compositor. Aprendeu muito com os seus familiares, com o seu espírito autodidacta e como construtor e reparador de órgãos. Na sua longa carreira assumiu-se como um reconhecido cantor da Igreja de São Tomás e como Director Musical da cidade de Leipzig. J. S. Bach foi um cultor de vários géneros musicais destinados a espaços profanos (Cortes) e sagrados (Igrejas). A sua profunda Espiritualidade sobressaiu na execução, ou na criação, de sublimes peças religiosas que deverão ter dado especial vitalidade às comunidades eclesiais em que se inseriu. O seu talento de intérprete, a tocar órgão ou cravo, foi reconhecido na sua época por toda a Europa, no entanto como compositor só a posteridade o reconheceu na sua genialidade Espiritual, em particular os compositores da primeira metade do século XIX. Aliás, o seu imenso poder criativo levou o estilo musical Barroco ao seu máximo expoente. Em suma, legou-nos um inestimável Património Imaterial que é bem sugestivo, neste contexto Pascal, pois deixou-nos obras hoje muito famosas, junto dos melómanos, como sejam: os Concertos de Brandeburgo, a Tocata e Fuga em Ré Menor, várias Cantatas, as “Goldberg Variations” e a Paixão segundo São Mateus. Nuno Sotto Mayor Ferrão
Publicado originalmente e com documentos anexos em Crónicas do Professor Ferrão
E não se pense que Bach foi uma espécie de "místico passivo" que só estava com a caneta, o papel e os instrumentos musicais. Uma faceta menos conhecida dele é que ele foi muito contestatário, chegando mesmo a estar encarcerado, e não esteve mais tempo devido aos favores de gente conhecida.
ResponderEliminarFez muito bem em lembrar estas imortais obras do compositor, neste tempo de Páscoa.
Eduardo Aroso
Caríssimo Eduardo Aroso,
ResponderEliminarDesconhecia essa faceta cívica de J.S. Bach, mas só suscita maior admiração do seu génio já reconhecido. É um dos compositores da História da Música que mais admiro e que, com efeito, fica bem lembrar nesta quadra Pascal.
Saudações cordiais, Nuno Sotto Mayor Ferrão