domingo, 3 de abril de 2011

ILC contra o AO

Através do preenchimento e do envio do documento correspondente, subscrevi a «Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990». Quem quiser fazer o mesmo deve ir aqui.

7 comentários:

  1. Escreveste mal o teu nome. Com o novo acordo agora é Otávio... sem "c".

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  2. Escreveste mal o teu nome. Com o novo acordo agora é Otávio... sem "c".

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  3. Dois erros comuns na argumentação contra o acordo ortográfico.

    1) A continuidade geográfica

    Não tem nada a ver com o caso. Ou se acha que
    os Açores e a Madeira deviam ter escritas diferentes? Ninguém duvida que o
    português falado nos Açores é pelo menos tão distante do padrão de que o
    falado em Luanda. Como portuense me sinto particularmente ofendido. Se
    fossem escrever respeitando a minha especificidade, se escreveria "tenhem" e
    não "têm", "cumo" e não "como" e muito mais... No entanto, eu alegremnte
    desde miúdo, me submeti em prol da uniformidade. Ou as diferenças
    linguísticas só são diferenças se tiver água no meio: "argumento ridículo".

    2) Se faz a comparação entre USA/UK e Portugal/Brasil. Esquece-se de que
    nos USA não existe estritamente língua oficial.
    http://en.wikipedia.org/wiki/United_States

    Existem línguas de trabalho
    definidas pelos Estados. Então como se poderia legislar sobre ela? A
    constituição dos USA é extremamente complexa: nem todos os Estados tem o
    mesmo tipo de ligação com a união, etc, etc. Por outro lado, na Inglaterra
    as diferenças linguísticas internas são muito maiores do que a diferenças
    médias entres os USA e UK. Só quem nunca viajou por Inglaterra a sério é
    que não se impressionou de ouvir pessoas autócnes a pronunciar à portuguesa
    as palavras "money" e "bug".

    Claro, as pessoas não se referem ao caso da China onde
    línguas completamente distintas têm a mesma escrita; nem da alemanha,
    áustria e suíça entre outros, onde as diferenças dialectais são muito mais
    díspares e fizeram recentemente um acordo. Isto para não falar do castelhano
    e muito mais línguas que conseguiram uniformidade na escrita e vão à nossa
    frente...

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  4. Eu sou da linha de uma moção de deputados
    brasileiros (eu sou português...) que queriam manter o trema (à moda
    brasileira mais ou menos) e as consoantes mudas se estas fossem pronunciadas
    em alguma derivação do seu radical, para não acontecer como no Brasil onde
    as pessoas normais não fazem a mínima ideia de que excepcional vem de
    exceção.

    Podemos achar o atual acordo não totalmente perfeito, mas atitude correta neste momento é ceder sem conceder com ânimo de recuperar uma maior perfeição futuramente. O não querer aceitar neste momento o atual acordo ortográfico é querer muitos mais malefícios do que benefícios.
    Só se entende isso pelo o horror à perda de poder de algumas
    pessoas de Lisboa... Pelo menos eu só consigo compreender
    assim: "mais vale mandar em pouco do que em nada". Muitos Lisboetas não
    compreendem que para um portuense de gema, se a Pátria não puder ser a
    Língua Portuguesa então ela é o Porto. O atual Portugal é só uma
    contingência histórica transitória e mutável.

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  5. A «criatividade» - ou será antes «contorcionismo mental»? - de alguns que teimam em (tentar) defender o indefensável nunca cessa de me surpreender...

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  6. "Contorcionismo mental" é defender um sistema que apreenta a conjungação do verbo "intuir" e "arguir" com acentuação completamente diversa, que faz hesitar qualquer um. Claro, cheio de boas e sábias razões, contorcidas no entanto.

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  7. «Apreenta»?! «Conjungação»?! Isto também é consequência do AO?

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