segunda-feira, 28 de março de 2011

“És a Virgem cristã da minha terra (...)
Ó minha Deusa eterna, e redentora
Dos beijos, dos suspiros e das lágrimas!
Virgem saudosa e mística da aurora,
Ma capelinha triste do crepúsculo!
Virgem das altas serras, coroadas
De neve e de silêncio (...)

Ó dolorosa Virgem da distância!
Ò Senhora do longe e da aventura
Na desolada ermida, sobre as rochas,
Onde o mar brame, em noites de amargura!
És a Virgem do Mundo lusitano, (...)

Virgem dos lusitanos! Escolhida
Do mensageiro alado, que o Senhor
Já te enviou dos céus, e, humilde e triste,
Disseste: sim! Coroada de pudor.

Ó Saudade! Ó Saudade! Ó Virgem Mãe,
Que sobre a terra Santa portuguesa,
Conceberas isenta de pecado,
O Cristo da esperança e da beleza!”[1]


[1] Teixeira de Pascoaes, Marános, pp. 56-57.

1 comentário:

  1. Anónimo20:59:00

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