terça-feira, 5 de outubro de 2010

Um «pequenino esforço»

O Presidente da República, Aníbal António Cavaco Silva, disse que «normalmente faço um grande esforço para ter bom senso». Mas ele ou não se tem esforçado o suficiente ou não sabe o que é o bom senso: promulgou o acordo ortográfico (com o qual concorda, e não pratica), o «casamento» entre pessoas do mesmo sexo (com o qual não concorda, e não pratica) e praticamente todas as outras medidas que o governo «so-cretino» tem tomado que vão no sentido, cada vez mais, de reforçar o Estado e de enfraquecer a sociedade, e que conduzem, inexoravelmente e objectivamente – e deliberadamente? – à falência (cultural, económica, social) de Portugal. Enfim, é a «cooperação estratégica» a bem da «estabilidade»... definitiva.
O primeiro ministro, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, pediu um «esforço nacional, colectivo» e mesmo «patriótico» no combate à redução do défice. Posteriormente, o ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, afirmou que o país tem de fazer um «esforço muito sério e significativo» na redução da despesa pública. Claro que, no país, é o povo que tem de fazer esse esforço… pagando cada vez mais impostos. Afinal, e como sentenciou António Almeida Santos, «o povo tem que sofrer as crises como o Governo as sofre»; ou como os deputados a «sofrem» – um do PS queixou-se de que o seu salário de quase quatro mil euros «não dá para tudo» e, por quase «não terem dinheiro para comer», quer que a cantina da assembleia também abra para jantares. Entretanto, Augusto Santos Silva, tal como muitos dos seus «camaradas», acusou o maior partido da oposição e o seu líder de serem «irresponsáveis» por não estarem dispostos a ratificar, sem conhecimento prévio, tudo o que o governo pretende. Compreende-se porquê: os outros é que têm de ser responsáveis porque os «súcialistas» não o são.
Tendo voltado a ouvir recentemente o álbum «Ser Solidário», de José Mário Branco (tenho todos os discos de originais dele), uma das suas canções – para além de «FMI» («Consolida, filho, consolida!») – destacou-se ainda mais: «Vá... Vá...», uma sátira aos «revolucionários de café» - «(...) Sinto vocação de pensador “engagé”. Mas o peso da consciência... no peito! Não consigo suportar este remorso, tenho de fazer um pequenino esforço. Vou mudar de vida, ai isso é que vou! (...)» Não é uma «bonus... track», mas a faixa é, a dada altura, devidamente pontuada por «efeitos sonoros», ou expressões inequívocas, de alguém (o próprio autor-cantor) que está a «aliviar a tripa»... E termina com um sussurro perfeitamente audível: «Vá... vá... b*rd*m*rd*.»
Esta audição foi como que uma «iluminação»: fez-me compreender, e aceitar, e assumir, que os (mais ou menos) grandes, (mais ou menos) duros e sempre mal cheirosos c*g*lh**s que eu expulso para a sanita a pensar nos senhores Silva, Sousa, Santos, Almeida Santos, Santos Silva, e vá... vá... vários outros, constituem o resultado do meu «pequenino esforço», individual, mas «sensato», «patriótico», muito sério e significativo em prol da República Portuguesa. E hoje, 5 de Outubro de 2010, cem anos depois da defecação da dita cuja, a minha «homenagem» só podia consistir, a seguir a um lauto almoço, numa c*g*d*l* verdadeiramente histórica!
Depois é puxar o autoclismo e vai (vá... vá...) tudo abaixo. Tal como este país, que está a «(sa)ir pelo cano»... do esgoto. A 1 de Fevereiro de 1908 tinha «entrado» por outro cano... o da espingarda.

(Adenda) Será desta que vai... sair? O Sousa está disposto a fazer um «último esforço»...

11 comentários:

  1. M. Cardoso12:02:00

    "reforçar o Estado e enfraquecer a sociedade"? Você é politicamente inculto ou saem-lhe as palavras com pequeno esforço de bacio?

    O que este governo tem feito é enfraquecer o Estado, deixando-o ao sabor dos vícios, manias e corrupções da sociedade civil.
    E o que é a economia que temos senão sociedade civil?

    Você é daqueles que adora ler-se, mas raramente diz algo que faça sentido, para além da alcoviteirice do costume.

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  2. Passando, por agora, «por cima» da parvoíce de se afirmar que um Estado que cresce desmesuradamente e que, para se sustentar, cobra cada vez mais impostos aos cidadãos, é um Estado «enfraquecido», o que eu pergunto ao Sr. «M. Cardoso» (será este mais um «heterónimo»?) é que explique, que concretize, a alegação da minha suposta «alcoviteirice do costume». Fico à espera.

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  3. M. Cardoso17:52:00

    Ah é? Não me espanta, o seu pendor para o acessório e o umbigo.
    Quanto ao Estado não "cresce desmesuradamente", diminui desmesuradamente, afogado em dívidas e más políticas, e desmantelando as responsabilidades civis que lhe são inerentes, na saúde, na educação, e em todos os sectores da sua responsabilidade, e o que cresce é a depredação da sociedade civil sobre o Estado, na forma de lobbies e interesses financeiros, todos privados e nada públicos. Fale do que sabe, em economia e política você é um ignorante.

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  4. Continuo à espera da «justificação» da minha suposta «alcoviteirice do costume», caro Sr. M. (Ca)rdoso... ou deverei antes dizer «José Pires F»?

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  5. No mínimo é deselegante da sua parte, caro Octávio o que não admira, pois, sabe que eu sempre me identifiquei e assumi o que lhe dizia.
    Na realidade, se eu comentasse mais esta sua obra de latrina, teria muito mais a dizer-lhe e com maior assertividade que o senhor Cardoso que não tenho o prazer de conhecer, mas não, eu não uso heterónimos nem pseudónimos para falar consigo e nem quero.
    Esqueça-me homem, você quando não me faz rir enoja-me com estes textos de trampa. No caso presente, o nojo é literal pelo cheiro a merda que advém do que escreveu.

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  6. PS: Mas já agora e para fim de conversa, devo dizer-lhe que sublinho tudo o que o senhor Cardoso disse.
    Eu diria muito mais, mas você não tem arcaboiço para qualquer discussão política ou qualquer outra merda. Você é um 0 (ZERO).

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  7. Tenha calma, Pires, não se enerve, olhe a pressão arterial…

    Repare que eu não afirmei que você e o Sr. «M. Cardoso» são a mesma pessoa, apenas perguntei… porque, afinal, ambos têm o mesmo «estilo»: insultam-me da maneira mais cobarde e vil por causa de textos que não vos são dirigidos, e utilizam «argumentos» ridículos que revelam a mais completa ignorância (e estupidez) sobre os temas em causa. Por isso, as minhas «desculpas».

    E agora, que esta questão já está «esclarecida» e «resolvida», pode tomar os seus comprimidos, colocar as Lindor e ir para a cama. Bom sono… e bons sonhos!

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  8. Caro Octávio, quanto aos epítetos que agora usou, faça bom uso da cavidade rectal.

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  9. Chega uma pessoa aqui de manhã e descobre que o «menino» Pires andou a «brincar» para além da hora de deitar.

    E essa sua «fixação» pela minha cavidade rectal já me está a incomodar. Creio já lhe ter dito que eu não sou... «desses».

    Entretanto, parece que o Sr. «M. Cardoso» já não anda por cá. Que «pena»...

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  10. Continuem que me estou a divertir...

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  11. M. Cardoso20:06:00

    Eu percebi logo que você não tinha argumentos mas só agora que é completamente tolo.

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