terça-feira, 25 de maio de 2010

Portugal: o Vício da Dívida

Sejamos claros: Portugal está a gastar muito acima daquilo que efetivamente consegue produzir. Durante décadas, de facto, desde a rendição massiva da industria, da agricultura e das pescas à Europa (a troco de fatuos, mas consideraveis "fundos estruturais" que o país deixou de produzir sequer uma pequena parcela daquilo que consome. Restam assim duas opcoes: ou passa a consumir menos, ou passa a produzir mais... a segunda opção é impossível a curto prazo porque a Europa demorou décadas a demolir a nossa indústria, agricultura e pescas a troco de "subsídios". resta assim a segunda opção... reduzir... reduzir consumos, níveis de vida e... salários tendo de permeio uma severa contenção do crédito, especialmente ao particular e de consumo.

Gastamos mais do que podemos pagar. E apenas foi possível viver assim durante quase vinte anos porque o crédito foi barato e estivémos a coberto do euro. Agora que a bolha do crédito eterno (e crescente) estourou e o euro revelou todas as suas contradições e fragilidades internas, nada mais nos resta além de salvar os empregos que restam, reduzindo o nosso nível de vida no imediato - de forma global e em todos os escalões sociológicos - e reinstaurando barreiras alfandegárias enquanto reconstruímos o tecido produtivo que a Globalização e os "Senhores da Europa" nos roubaram.

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