terça-feira, 11 de maio de 2010

Longe do «confessionário»

Se o «menino Zézito», isto é, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, ainda tivesse alguma vergonha, não teria ido receber e cumprimentar o Papa Bento XVI aquando da chegada deste a Portugal. Porém, e como, precisamente, não tem, foi.
Aquele que, incrivelmente, contra todas as mais elementares regras da decência política (e, quiçá, também pessoal), ainda é primeiro ministro deste país, poderia talvez aproveitar a oportunidade para «confessar» tudo o que ele, o seu partido e o seu (des)governo têm feito para, directa ou indirectamente, deliberadamente ou não, afrontar, ofender, a Igreja Católica, e disso mostrar algum «arrependimento», por isso aceitar alguma «penitência». Concretamente, e nomeadamente, por: instituir uma comissão nacional para as comemorações do centenário de um regime que se «distinguiu», entre outras malfeitorias, pela perseguição, humilhação, prisão e até assassinato de clérigos; propor e fazer aprovar uma lei que proíbe a exibição de símbolos religiosos nas escolas públicas; propor e fazer aprovar uma lei que autoriza os «casamentos» entre pessoas do mesmo sexo – fazendo de Portugal, «nação fidelíssima» da Santa Sé, uma das poucas do Mundo a exibir tal «modernidade»; propor e fazer aprovar um decreto-lei que concede um «subsídio social de maternidade» às mulheres que o requeiram após procederem a interrupções voluntárias da gravidez – que, em 2009, foram quase 20 mil!
Talvez o Santo Padre o possa «absolver» destes e de outros «pecados». No entanto, e porque se deve dar «a César o que é de César e a Deus o que é de Deus», a maioria dos cidadãos eleitores deste país já o «excomungou» nas últimas eleições legislativas. O que não foi suficiente para nos libertar de uma «cruz» que ainda temos de «carregar». Até quando?

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