quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Como Castelos no Gelo


The Passengers, Daniel Blaufuks, 2001


Estrada de olhares,
A quem te construiu na pedra
Dos silêncios que derivam sobre ti
Leva a mensagem das neves que te cobriram
E o manto da renúncia derrubada
Em estrelas de azul sobre a tua voz.

Diz à noite onde morreste
Que foste os pilares do mundo na terra ausente,
Braços estendidos ao céu
Como estandartes num castelo de gelo.

Manto de neve e de terras consagradas,
A quem te plantou no adeus
De todos os silêncios que derramaste
Leva o grito do destino que apagou a tua voz
E a aurora que te perdeu
Para lá de um templo no tempo adormecido
De quem és,
Mas não sentes no absoluto.

1 comentário:

  1. Belo poema, a lembrar-nos que a política não se faz só na política...

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