Ergo a minha taça ao novo senhor dos ares a quem a Nova Águia entregou o território da Lusofonia. Que o seu olhar arguto e voo picado saibam agir no momento oportuno, em favor da paz e da prosperidade, mantendo o equilíbrio na caça, a defesa dos valores da cultura e da justiça, com frontalidade; promovendo a divulgação das espécies lusófonas em cantos coloridos, a preservação do espaço verde de esperança na copa das árvores. Só as palavras não bastam; porém são elas que abrem os trilhos, apontam os caminhos, estabelecem as pontes, moderam as acções.
Não recuso o desafio, ainda que tenha de fechar os olhos quando as asas do Milhafre param bem no alto e desatam a bater no mesmo lugar, sinal de que há em baixo motivo para o tal voo picado, algo onde enterrar as garras e encher o bico. Voar com um milhafre tem destas coisas, destes apertos, mas subir alto no céu e planar ao sabor dos ventos, morar onde ninguém alcança, dominar a terra com olhar penetrante, estar acima dos conflitos da terra, ludibriar a astúcia dos homens, é uma viagem a não perder.
La lutte elle-même vers les sommets suffit à remplir un cœur d'homme (Camus).
Jawaa
A NOVA ÁGUIA continua o seu voo, mas não enquanto blogue. Sim enquanto Revista e Colecção de livros - e, nesse seu voo, vai cada vez mais alto...
ResponderEliminarQue o MILhafre seja o verdadeiro "blogue da Lusofonia"! Mas isso depende de todos nós...
Abraço MIL