Morreu da noite pro dia
de bala na testa, de tombo na rua;
morreu de adeus, de trovão, de cachaça;
sorriu solitário um sorriso sem graça.
Morreu que ninguém se deu conta,
assim depois do almoço;
assim antes do tempo;
morreu apenas e pronto!
Morreu de algum ataque fulminante.
Quem sabe de veneno, de paulada.
Morreu de facada, de muito obrigado;
um golpe de machado, um aceno.
Morreu de vergonha, morreu de trabalho;
aposta de jogo, morreu de vingança;
morreu de esperança, de assalto, de apreço;
morreu no começo de um cigarro.
Morreu de morte matada.
Sofrida.
Chorada.
Morrida.
Enfim: viveu de vida vivida.
Fabrício Fortes
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