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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)

Agostinho da Silva

segunda-feira, 15 de abril de 2019

A história de Lisboa também passa pelos sinais de trânsito...

Muito antes de surgirem os sinais luminosos e as regras de circulação, já D. Pedro II se preocupava com os problemas de trânsito entre as carroças, os coches e as liteiras. O rei mandou colocar 24 sinais de trânsito, mas apenas um sobreviveu até aos dias de hoje



Na Rua do Salvador, em Alfama, há uma placa numa parede que pode passar despercebida, mas que tem grande importância histórica. A placa de mármore é considerada o sinal de trânsito mais antigo de Lisboa (e talvez do mundo).

Trata-se de uma placa de finais do século XVII, mandada colocar pelo Rei D. Pedro II, que diz o seguinte: “Ano de 1686. Sua Majestade ordena que os coches, seges e liteiras que vierem da Portaria do Salvador recuem para a mesma parte”. Ou seja, quem viesse de cima perdia a prioridade em relação a quem subisse. Com a rua estreita e numa época em que os conflitos acabavam muitas vezes em lutas e duelos esta foi a forma encontrada para evitar disputas de trânsito.

A movimentação da cidade era tanta que os problemas de trânsito multiplicavam-se, o que levou D. Pedro II a mandar colocar um total de 24 sinais reguladores do trânsito em Lisboa, nomeadamente em São Tomé, na Largo de Santa Luzia ou na Calçada de São Vicente. No entanto, só esta placa chegou aos nossos dias.

Os problemas de trânsito eram tantos, que a Coroa e o Senado criaram regras de trânsito - um equivalente ao Código de Estrada - com penalidades bastante duras para aqueles que as desrespeitassem. Os cocheiros, lacaios ou liteiros foram expressamente proibidos de usar adagas, bordões ou qualquer arma que pudesse ser utilizada numa discussão de trânsito.

Quem desobedecesse pagaria 2 mil cruzados de multa e corria o risco de ser exilado para o Brasil. Susana Ribeiro – Portugal in “Sapo Viagens”

domingo, 14 de abril de 2019

Macau - Uma viagem pelo Renascimento no Museu de Arte

Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Raphael, Rosso Fiorentino, Ticiano ou Mantegna estão entre os 42 artistas renascentistas representados no Museu de Arte de Macau. A mostra dos desenhos que exploram o processo criativo dos artistas estará patente até 30 de Junho. O MAM vê agora concretizado o desejo de longa data de trabalhar com o “British Museum”, numa ocasião em que celebra 20 anos. A exposição apresenta um cariz inclusivo com várias experiências tácteis para pessoas com dificuldades visuais



São os desenhos de Michelangelo, Raphael e de um dos seguidores de Leonardo Da Vinci – Maestro Della Pala Sforzesca – que abrem a exposição “Desenhos da Renascença Italiana do British Museum”, que se encontra patente no Museu de Arte de Macau (MAM) até 30 de Junho. “São [pintores] os mais poderosos, aqueles que definiram a Renascença italiana”, destacou ontem a curadora da exposição, Sarah Vowles, à Tribuna de Macau.

Do ponto de partida, chega-se depois a cinco mundos distintos – “A Figura Humana”, “O Movimento”, “A Luz”, “Os Trajes e Panejamentos”, “O Mundo Natural” -, que, no seu conjunto, dão origem às “Narrativas”. As seis secções integram 52 desenhos originais de 42 pintores.

A primeira dedica-se ao corpo humano e às diferentes formas de o explorar e representar, sendo “a mais básica, mas a mais importante”, realçou a curadora. Por exemplo, em “O Movimento”, Sarah Vowles realçou o desenho “Hércules e o Centauro”, a que Raphael deu forma pouco depois de chegar a Roma. “Impressionado pelas figuras físicas de Michelangelo”, o pintor acabou por combinar as suas próprias características “com o poder” das técnicas que via nas figuras do outro pintor. Quanto à luz, era utilizada não só como forma de dar volume às figuras, como também se reflecte na espiritualidade das imagens.

No fundo, a viagem pelos seis “mundos” da mostra “permite-nos perceber o brilhante processo de ver jovens artistas, no período do Renascimento, a enfrentarem desafios de crescente complexidade”, disse a curadora. O objectivo é que “as pessoas percebam a importância e primazia dos desenhos destes jovens artistas”.

O desejo dos jovens pintores de quererem representar o mundo tal e qual como os rodeava – a natureza, o corpo humano, o palpável – e, por outro lado, o interesse de séculos pela Antiguidade foram o mote para que surgisse o Renascimento. “Estes dois elementos juntaram-se para criar um terreno invulgar e muito poderoso. Foi assim que nasceu o Renascimento”, acrescentou Sarah Vowles.

A colaboração com o “British Museum” era “um desejo de há muito”, confessou a curadora do MAM, Margarida Saraiva. “Por um lado porque é uma referência a nível mundial, por ter sido o primeiro museu público no mundo, e por outro porque tem a maior colecção de objectos de todo o mundo”, disse. Um desejo que é agora concretizado por ocasião do aniversário dos 20 anos do MAM e em que se cumprem também os 500 anos da morte de Leonardo Da Vinci.

Uma exposição inclusiva

De forma a envolver as pessoas que visitam a exposição “na descoberta dos desenhos”, foram criados objectos que possam permitir ter uma experiência táctil a pessoas com deficiências visuais ou a quem queira ter uma experiência diferente. Do conjunto de obras expostas, 16 foram escolhidas para serem representadas de forma física.

“Queremos que as pessoas possam tocar, que possam experimentar os diferentes sentidos, porque os desenhos são apenas visuais”, explicou o professor Gerald Estadieu, da Faculdade de Indústrias Criativas da Universidade de São José, que orientou o projecto.

“Para cada um desses desenhos, o que tentámos foi traduzi-lo num objecto físico. Com alguns criámos modelos 3D, com outros utilizámos apenas algumas linhas-chave [dos desenhos], mas claro que nunca podemos reproduzir exactamente o que o artista fez”, acrescentou. Apesar disso, a ideia é criar um museu mais inclusivo em que “pessoas com dificuldades visuais possam reagir quando tocam nestes objectos”.

Para Sarah Vowles, que já experimentou alguns dos puzzles criados, a iniciativa não podia ser melhor: “Ver as diferentes formas como o universo pode responder aos desenhos adiciona uma nova dimensão à exposição, portanto acho que é um projecto importante”.

As expectativas para os dois meses de exibição dos desenhos originais são positivas, mas acima de tudo, Margarida Saraiva pretende que a mostra seja uma inspiração não apenas na forma de olhar para a arte. “Espero que possa inspirar [na medida em que] às vezes não vemos as dificuldades que nos rodeiam. A exposição deve ser um momento de inspiração, por isso tentamos que seja para todas as pessoas, com diferentes interesses e desejos”, concluiu a curadora. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

sábado, 13 de abril de 2019

Timor-Leste – Governo aprova cooperação com Portugal na área da Segurança Social

O Governo timorense aprovou na passada quarta-feira, 10 de abril, o programa de cooperação entre o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social português e o Ministério da Solidariedade Social e Inclusão de Timor-Leste de 2019 a 2022. A cooperação entre os Ministérios da área do Trabalho e dos Assuntos Sociais de Portugal e Timor-Leste remonta a 2003, com a assinatura do primeiro Programa de Cooperação bilateral, ainda que antes tivessem sido apoiadas algumas atividades de cooperação nos domínios do Emprego e Formação Profissional, em concreto no apoio à instalação do Centro Nacional de Emprego e Formação Profissional, em Tíbar. Entre 2002 e 2018 o financiamento concedido pelo MTSSS-PT no âmbito da sua cooperação com Timor-Leste ascendeu a cerca de 18,2 milhões de euros



O documento vai ser assinado no próximo dia 16, em Díli, pela ministra da Solidariedade Social e Inclusão timorense, Armanda Berta dos Santos, e pela secretária de Estado da Segurança Social portuguesa, Cláudia Joaquim, disse fonte do Ministério timorense à Lusa.

Democracia, Estado de direito e direitos humanos, desenvolvimento humano e erradicação da pobreza, direitos da criança e igualdade de género são os três eixos principais do programa setorial de apoio de Portugal, com ações na área social e na capacitação institucional, de acordo com o Governo timorense.

Estes três eixos foram definidos com base nos "objetivos e prioridades acordados pelos Governos dos dois países", indicou.

A secretária de Estado portuguesa chegou hoje a Díli para uma visita de cerca de uma semana ao país, em representação do ministro José António Vieira da Silva e a convite de Armanda Berta dos Santos, com o objetivo de fortalecer as relações bilaterais na área da Segurança Social.

Cláudia Joaquim tem previsto visitar centros de ação social em vários pontos do país e inaugurar, no sábado, o primeiro Bloco do Centro Comunitário de Same, a sul de Díli, financiado com apoio português.

Na quinta-feira, a delegação da secretária de Estado desloca-se a Manatuto e a Baucau, a leste de Díli, para visitar centros de ação social. No dia seguinte, estará de novo na capital para conhecer, entre outros espaços, o Centro Nacional de Reabilitação e o Centro Juvenil Padre António Vieira.

Na próxima segunda-feira, a responsável portuguesa deverá visitar centros sociais no enclave de Oecusse-Ambeno.

Um dos pontos altos da visita ocorre a 16 de abril quando se realiza uma Conferência Sobre Segurança Social, promovida pelo Ministério da Solidariedade Social e Inclusão e pelo Instituto Nacional de Segurança Social timorenses.

A conferência analisará aspetos como a cooperação bilateral nesta matéria e o sistema de segurança social timorense.

O acordo de cooperação entre os dois países deverá ser assinado nesse momento. In “Sapo Timor-Leste” com “Lusa”

Declaração MIL sobre a situação em Moçambique




O MIL: Movimento Internacional Lusófono manifesta, em nome de todos os cidadãos lusófonos, a maior solidariedade ao povo-irmão de Moçambique, assolado pelo Ciclone Idai (uma das piores tempestades de sempre no hemisfério sul), que atingiu, em particular, as províncias de Sofala e Manica. Saudando todos aqueles que no terreno têm dado o seu apoio solidário e altruísta a todas as vítimas, o MIL apela à mobilização de toda a Comunidade Lusófona para o apoio urgente aos nossos irmãos moçambicanos. Face a esta tragédia de proporções nunca vistas, impõe-se o envolvimento máximo de todos os países da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

MIL: Movimento Internacional Lusófono

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Portugal assina projeto de apoio em língua portuguesa com Universidade Nacional Timor Lorosa’e



Portugal assinou com a Universidade Nacional Timor Lorosa’e (UNTL) o novo projeto de capacitação em língua portuguesa, com financiamento conjunto de 2,7 milhões de euros, destinado a reforçar as competências do Centro de Língua Portuguesa da instituição.

O projeto, cofinanciado pelo Camões - Instituto da Cooperação e da Língua e assinado pelo embaixador de Portugal em Timor-Leste, José Pedro Machado Vieira e pelo reitor da UNTL, Francisco Martins, insere-se na cooperação bilateral com a universidade pública timorense.

José Pedro Machado Vieira sublinhou que o projeto, dá seguimento à política de cooperação portuguesa com Timor-Leste “com um investimento constante e consistente na Educação”, setor para onde é canalizada cerca de 80% da ajuda pública do Governo português ao país.

O objetivo global é “contribuir para a melhoria da qualidade do ensino em Timor-Leste e consolidação da língua portuguesa como instrumento para aquisição e acesso ao conhecimento”, disse.

“A Cooperação Portuguesa e a UNTL assumem o compromisso de, sem distrações ou derivas, trabalhar para formar professores e alunos da UNTL, bem como funcionários públicos e população em geral”, referiu.

A vigorar até 2022, o “Formar, Orientar, Certificar e Otimizar” (FOCO-UNTL) substitui o Projeto de Capacitação da UNTL em Língua Portuguesa, e “é constituído por um conjunto de atividades destinadas a contribuir para o reforço das competências do Centro de Língua Portuguesa da UNTL”.

O projeto aposta na melhoria do nível de proficiência em língua portuguesa dos professores e alunos da UNTL, assim como dos funcionários da Administração Pública e público em geral e ao mesmo tempo “na componente de certificação do nível de proficiência em língua portuguesa”.

A UNTL contribui com um terço dos fundos do projeto e o Camões com dois terços.

Francisco Martins explicou que o projeto envolve 11 professores portugueses destacados em Timor-Leste e apoiados por entre seis e 18 professores timorenses.

O reitor considerou o projeto essencial para permitir à UNTL implementar a sua missão “como instituição formadora e de investigação” e para “elevar a qualidade do sistema académico da universidade”, permitindo “capacitar e elevar a competência dos jovens timorenses em língua portuguesa”.

Um projeto bilateral assenta numa história de quase 20 anos de cooperação bilateral com Portugal, que permite reforçar não apenas os conhecimentos em língua portuguesa, mas a aprendizagem noutras áreas especificas da oferta formativa da UNTL.

Evidente, explicou, é igualmente o crescente interesse e pedido de apoio de várias instituições timorenses que solicitam à UNTL formação em língua portuguesa.

O programa junta-se a outras ações de cooperação portuguesa, incluindo a atribuição de bolsas para o ensino superior, os Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE), a Escola Portuguesa de Díli ou o projeto Formar +, que está a ser reestruturado.

“A Cooperação Portuguesa e a UNTL estão unidas na ambição de colocar a educação como prioritária, entre as necessidades e objetivos do povo timorense. A formação das pessoas é o principal determinante do desenvolvimento económico e social sustentável”, disse o diplomata.

“A educação, para além de constituir um direito humano fundamental, é, igualmente, um instrumento essencial à boa governação, às tomadas de decisão informadas e à promoção da democracia”, frisou. In “Sapo Timor-Leste” com “Lusa”

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Idai: Timor-Leste contribui com um milhão de dólares para fundo solidário

Timor-Leste vai doar um milhão de dólares (890 mil euros) para o fundo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa para ajudar as vítimas do ciclone Idai, que já tem comprometida uma verba de 1,5 milhões de euros



Os montantes foram hoje divulgados em Lisboa, durante a assinatura do memorando de entendimento entre a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e o governo de Moçambique, segundo o qual o Instituto de Gestão das Calamidades Naturais será o principal beneficiário dos recursos.

As verbas vão ser canalizadas através de uma nova rubrica do fundo especial da CPLP dedicada ao "apoio à situação de emergência provocada pelo ciclone Idai em Moçambique".

Estão já disponíveis 250 mil euros (consignados por Portugal à rubrica "alterações climáticas" no âmbito do fundo especial da CPLP) que deverão ser reforçados com os contributos de Timor-Leste (890 mil euros), Cabo Verde (200 mil euros), Guiné-Bissau (100 mil euros), Portugal (100 mil euros), Associação Caboverdeana, na qualidade de observador consultivo da CPLP (250 euros) e Ordem dos Advogados (7000 euros).

"Quando a CPLP decidiu, há uma semana e meio, instituir este apoio especial no âmbito do fundo especial da CPLP tínhamos em mente, não só a situação trágica que estavam a passar os nossos irmãos de Moçambique, mas também a importância de haver um gesto da CPLP nesta hora muito difícil para um dos seus estados-membros fundadores", assinalou o secretário-executivo da CPLP, Francisco Ribeiro Telles, após assinar o protocolo.

Francisco Ribeiro Telles mostrou-se "convencido" de que o fundo terá mais adesões no futuro, destacando que "quaisquer contribuições serão bem-vindas".

O embaixador de Moçambique em Lisboa e representante permanente do país na organização lusófona, Joaquim Bule, registou "com apreço, o gesto da CPLP" e garantiu que os gastos serão auditados.

"Há mecanismos que foram instituídos pelo Governo de Moçambique, no sentido de que toda a ajuda canalizada para o país no âmbito da emergência está sujeita a auditoria externa", o que assegura que os fundos serão usados "com a transparência necessária" e que haverá prestação de contas, considerou o diplomata.

"Nós costumamos dizer que é nos momentos difíceis que se revelam os melhores amigos e acreditamos que a contribuição feita pelos Estados-membros da CPLP vai contribuir para o conjunto dos esforços que o país está a fazer e que a comunidade internacional também está a fazer, com vista a ajudar o país a enfrentar os prejuízos, os danos, a destruição provocada pelo ciclone", declarou Joaquim Bule.

O ciclone Idai atingiu a região centro de Moçambique, o Maláui e o Zimbabué em 14 de março.

Segundo o último balanço das autoridades moçambicanas, o ciclone fez 602 mortos e 1.641 feridos, tendo afetado mais de 1,5 milhões de pessoas no centro de Moçambique. In “Sapo Timor-Leste” com “Lusa”

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Também no Jornal Público: "A azia anti-lusófona".



É algo que se repete sempre, de forma mais do que previsível, mas é também algo que sempre nos consegue espantar, tal a sua bizarria. Falamos de algumas reacções ao impacto que teve a recente visita do nosso Presidente da República, Marcelo de Rebelo de Sousa, a Angola.
Atribuem alguns a razão maior de tal impacto à personalidade singular (especialmente simpática) do nosso Presidente da República mas isso não corresponde, senão de forma residual, à verdade. O anterior Presidente, Aníbal Cavaco Silva, tinha (e tem), como todos sabemos, uma personalidade bem diferente a esse nível e nem por isso deixou de ter um impacto análogo a sua visita oficial, em 2010.
Quanto muito, podemos dizer que a personalidade singular do nosso Presidente da República aumentou ainda mais esse impacto que à partida seria sempre grande. E que certos aspectos conjunturais também ajudaram: em particular, o fim do (“irritante”) processo judicial a Manuel Vicente e o início (auspicioso) da Presidência de João Lourenço.
Mas nada disso muda o essencial: a relação entre os angolanos e os portugueses é, em geral, uma relação de fraternidade (como Marcelo Rebelo de Sousa muito bem salientou). E que, de resto, não se confina à relação entre Portugal e Angola, mas se estende, (mais ou menos) na mesma medida, a todos os demais povos de língua portuguesa, mesmo em conjunturas não particularmente favoráveis, como Marcelo Rebelo de Sousa reiterou no início do ano, no Brasil.
Há portugueses que, manifestamente, não gostam disso. Com toda a crueza: há portugueses que não gostam nada que os angolanos (e os demais povos de língua portuguesa) gostem, em geral, tanto de nós. Ainda que nunca o digam de forma clara, consideram que isso denota uma descolonização não inteiramente cumprida. Esse paternalismo já se tinha também manifestado, em todo o seu esplendor, em comentários a propósito das manifestações de regozijo, por todo o mundo lusófono, pela vitória de Portugal no Europeu de Futebol.
Importa dizer que os nossos “media” também têm, em geral, promovido esse complexo. Há sempre um indisfarçável mal-estar em dar conta dessas manifestações espontâneas de fraternidade lusófona, como se isso fosse uma excrescência de um passado que importasse enterrar de vez (e não, sobretudo, como o sinal de um futuro ainda por cumprir). Isto para além de todos os episódios menores que os nossos “media” gostam, em geral, de empolar. Também neste ponto, esteve o nosso Presidente da República particularmente bem – nas suas lapidares palavras: "a diferença entre um político e um estadista é que o político prende-se aos irritantes e aos insignificantes e o estadista olha para os importantes". Para azar da azia…



Renato Epifânio
Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Uma década com «Espíritos»


Hoje cumprem-se dez anos desde a primeira apresentação, feita na FNAC Chiado, em Lisboa, do meu livro – e primeiro romance - «Espíritos das Luzes». Uma fotografia que a minha esposa me tirou, nesse já algo distante dia 8 de Abril de 2009, junto ao cartaz relativo ao evento colocado naquele espaço, ainda é a imagem que me identifica no Google (Blogger e Gmail) – só isto é indicativo do quanto esta obra foi, é, e será sempre importante para mim.
Naquela ocasião acompanharam-me, na mesa, Pedro Reisinho – então editor da Gailivro/1001 Mundos, a quem devo primeira e principalmente a publicação de «Espíritos das Luzes» - e Miguel Real, cuja intervenção seria pouco depois (a 22 de Abril) transcrita e desenvolvida no Jornal de Letras, Artes e Ideias. Tal foi a primeira análise, ou crítica, publicada sobre o meu livro; a mais recente, e bem menos extensa, embora também positiva, foi inserida na página do Wook referente àquele a 17 de Agosto de 2018, escrita pelo leitor Ricardo Gomes: «Romance criativo e inovador acerca de várias personagens importantes da história portuguesa. Uma mistura de ficção científica com romance histórico sendo um texto bastante criativo.» Pelo meio houve, obviamente, mais, nem sempre favoráveis; neste âmbito, é inevitável mencionar as feitas por Jorge Candeias e por Artur Coelho, ambas a suscitarem-me uma e outra respostas que diria serem conclusivas e até definitivas; e ainda a feita (no GoodReads, tal como as daqueles dois extremo-esquerdistas e acordistas) por uma leitora que não compreendeu o contexto e os pressupostos da obra. Pelo contrário, quem os percebeu perfeitamente foi Malcolm Jack, então presidente da Beckford Society, que me concedeu o privilégio de uma recensão no boletim daquela instituição inglesa.
O que distingue igualmente «Espíritos das Luzes» na minha bibliografia, e até, quase de certeza, em comparação com as de muitos outros escritores, é que constituiu, bem como o processo criativo que esteve na sua origem, uma base para outras actividades, projectos e iniciativas. Um pouco de história: comecei a prepará-lo e a escrevê-lo em 2003, a seguir à edição de «Visões», e terminei-o, tal como pretendia, em 2005, a tempo dos 250 anos do terramoto de 1755, mas então nenhuma das editoras a quem o propus o aceitou; entretanto, nos quatro anos que ainda demoraria a sua publicação, consegui concluir e fazer editar «Os Novos Descobrimentos» (com Luís Ferreira Lopes, em 2006) e «A República Nunca Existiu!» (com 13 outros autores, em 2008); antes, em 2004, iniciei os contactos para a formação de uma equipa que procederia à recriação virtual da Ópera do Tejo (edifício destruído, como muitos outros, aquando do cataclismo), cujo primeiro «protótipo» foi mostrado a 3 de Novembro de 2005 num colóquio realizado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; o projecto seria posteriormente reformulado e ampliado para abranger a Lisboa Pré-Terramoto de 1755, e, já neste formato, foi tema de comunicações levadas a vários encontros de âmbito académico, principalmente no nosso país - são de destacar um em Braga e outro na capital - mas também no estrangeiro.  O meu trabalho em «Espíritos das Luzes» possibilitou-me igualmente o início de uma relação próxima e profícua com a Biblioteca Nacional de Portugal que se mantém ainda hoje: em 2004 tornei-me um dos mecenas da BNP ao financiar a restauração de um exemplar de «O Uruguai», de José Basílio da Gama, obra de 1769 que seria mencionada, tal como o seu autor, em «Espíritos…»; em 2006 decorreram na Biblioteca os dois primeiros eventos por mim propostos e co-organizados nela, ambos alusivos a celebrações de 250 anos – um sobre a Arcádia Lusitana e outro sobre cinco obras fulcrais datadas de 1756; vieram a seguir outros colóquios e congressos, dos quais apenas um de temática, pode dizer-se, claramente setecentista – o dedicado a Luís António Verney, em 2013 nos 300 anos do nascimento do autor de «Verdadeiro Método de Estudar», do qual resultaria também um livro, efeméride da qual me apercebi, obviamente, na preparação do meu romance. Nunca é de mais referir, aliás, que Verney é uma das personagens fundamentais de «Espíritos…»
… E outras duas personagens fundamentais do meu livro possibilitaram que o levasse e o divulgasse para fora de Lisboa, em encontros que, decorridos já vários anos, ainda recordo com afeição e gratidão para com aqueles que os tornaram possíveis: António Ribeiro Sanches, em 2009, na Câmara Municipal de Penamacor, aquando da comemoração dos 800 anos do foral daquela vila; e, como não podia deixar de ser, Manuel Maria du Bocage, em 2010, no Club Setubalense, na véspera do dia (feriado) daquela cidade, o do aniversário do nascimento do grande poeta. Enfim, uma década depois, é indubitável que «Espíritos das Luzes» me proporcionou bastantes momentos e motivos de alegria e de orgulho. E, quem sabe, talvez me venha a proporcionar mais alguns no futuro.

sábado, 6 de abril de 2019

Conselho Regional da Ásia e da Oceânia das comunidades portuguesas reúne-se em Pequim

O ensino da língua portuguesa ou o pagamento de pensões aos portugueses na Austrália, China, Hong Kong e Macau são temas da reunião do Conselho Regional da Ásia e da Oceânia, que arranca segunda-feira em Pequim



Segundo um comunicado da presidente daquele conselho regional, Rita Santos, a colaboração dos conselheiros com as embaixadas e consulados de Portugal para resolução dos problemas das comunidades, as questões relacionadas com as pensões de aposentação e de sobrevivência dos portugueses residentes nos países de acolhimento, o ensino e a divulgação da língua portuguesa, sobretudo aos jovens, vão ser alguns dos temas em foco na reunião, que vai decorrer na capital chinesa de 8 a 10 de Abril.

Na reunião, presidida por Rita Santos, vai ser ainda discutida a proposta do estatuto dos conselheiros, a eleição anual dos cargos do Conselho Regional da Ásia e da Oceânia, bem como o programa do encontro do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas, marcado para 28 e 29 de Maio próximo, em Lisboa.

Os conselheiros da Austrália, Sílvia Renda e Melissa da Silva, e do círculo da China, Macau e Hong Kong, José Pereira Coutinho e Armando de Jesus, vão estar também reunidos com o embaixador português em Pequim, José Augusto Duarte, indicou a mesma nota.

O Conselho das Comunidades Portuguesas tem actualmente 65 membros. O Brasil é o país que elegeu mais conselheiros, 13 no total, seguindo-se França, com dez conselheiros, Estados Unidos (sete), Venezuela (seis) e Alemanha, África do Sul e Suíça, com quatro cada.

Aquele conselho reúne-se anualmente em Lisboa e é o órgão consultivo do Governo para as políticas relativas às comunidades portuguesas, competindo-lhe, em geral, emitir pareceres, produzir informações e formular propostas e recomendações sobre as matérias que respeitem aos portugueses residentes no estrangeiro e ao desenvolvimento da presença portuguesa no mundo. In“Hoje Macau” - Macau

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Macau - Uma viagem ao passado, presente e futuro dos portugueses na Região

A obra “Portugueses em Macau” atravessa vários séculos desde a chegada dos portugueses ao território até aos dias de hoje. Mais do que isso debruça-se sobre os factores que levam os portugueses a ficar e a perspectivar um futuro no Oriente ou a partir para outras paragens. O livro, da autoria de Vítor Teixeira e Susana Costa e Silva, será lançado no próximo domingo, pelas 17:30, no Clube Militar



O que faz com que os portugueses continuem a querer conhecer Macau? Instalarem-se cá, arranjar um emprego, eventualmente criar uma família? O que os faz também vir e voltar – para Portugal ou para o mundo? “Portugueses em Macau”, um livro da autoria de Vítor Teixeira e Susana Costa e Silva, responde, de certa forma, a estas questões, através de um trabalho feito com base na História, mas também nos testemunhos de 20 entrevistados que vivem actualmente em Macau ou que já de cá saíram.

A obra, que foi editada pelo Jornal Tribuna de Macau e resulta de um estudo financiado pelo Instituto de Estudos Europeus de Macau, será lançada no domingo no Clube Militar, pelas 17:30. Este trabalho surgiu de “um impulso antigo” de Vítor Teixeira, que se começou a materializar em termos de investigação e preparação “de algo mais substancial” em 2013, quando assentou na RAEM. O livro é “apenas um contributo, um pródromo para algo maior”. Contudo, sempre foi uma ideia desde que aportou “pela primeira vez, há quase 20 anos,” em Macau.

Numa perspectiva muito pessoal e daquilo que apurou nas entrevistas que conduziu, Susana Costa e Silva disse à Tribuna de Macau acreditar que, no futuro, os portugueses que “sairão serão mais certamente deste último grupo, essencialmente os “millenials”, no sentido em que vieram para Macau como podiam ter ido para Singapura, como podem ir para a Malásia ou outro sítio”, uma vez que não perspectivam – à semelhança da geração X – um emprego para a vida e uma carreira normalmente desenrolada sempre no mesmo lugar.

Chegou ao território “uma leva de jovens entre 2013 e 2015, altura da crise” porque havia mais oportunidades de trabalho cá do que aquelas que se afiguravam em Portugal. Macau apresenta-se como local interessante a nível profissional, contudo um interesse difícil de sustentar a longo prazo, afirmou a autora. “Uma pessoa que está há quatro ou cinco anos na mesma posição quer crescer, quer continuar a carreira… Se quiser fazer carreira internacional não vai poder ficar em Macau toda a vida. Quanto maior a ambição, maior a necessidade de catapultar a experiência adquirida aqui para outros contextos”, explicou. Há muitas oportunidades, contudo, “se não houver raízes familiares cá, não sei se é possível manter essa ligação por muito tempo”.

São, aliás, as ligações um elo muito importante para esta geração, na perspectiva da autora. “Fiquei com a ideia de que as gerações mais novas precisam muito da ligação afectiva à restante diáspora portuguesa, porque é muito difícil sobreviver a Macau se não houver esse laço afectivo. E existe efectivamente”, sublinhou Susana Costa e Silva, acrescentando que, quanto melhor o acolhimento, maior a inserção na comunidade e, assim, maior a probabilidade de permanecerem no território.

Há também quem venha e que de certa forma inicialmente autojustifique a decisão que tomou de se mudar e que “nunca vai admitir perante os amigos que o lugar para onde se expatriou tem mais desvantagens do que aquelas que inicialmente conseguiu antecipar” – é precisamente nesta matéria que Susana Costa e Silva tem uma posição algo crítica. “Isto é típico do português, além de que vemos aquele que teve a coragem de sair da sua zona de conforto para experimentar viver numa zona que não lhe era familiar a nível pessoal e profissional como arrojado, empreendedor, disposto a correr o risco para descobrir coisas novas”, explicou.

Para a autora é preciso ter capacidade de resiliência, algo que têm “os que cá permanecem”, mas é também essa resiliência que os limita a regressar a casa novamente. “A mudarem-se [os portugueses] vão para Singapura, para Londres, porque se voltarem para Portugal vão perguntar se as coisas correram mal e as pessoas não se querem expor a esse sentimento”, rematou, clarificando que não só acontece em Macau, como noutros contextos, como Angola ou Brasil.

Isto não impede, porém, que haja quem se apaixone “com o tempo”. “Há quem seja capaz de fazer o balanço e dar por terminada a missão que tinha a cumprir em termos pessoais ou profissionais e partir para outra. Ou então decidir que é o lugar onde quer ficar porque já se sente em casa”, afirmou Susana Costa e Silva. “O sentir-se em casa para o português é fundamental. Se se sentir em casa em Macau vai ficar cá e um dia, mesmo que tenha de regressar, vai deixar ficar aqui uma marca, ou ficar marcado”, acrescentou.

Os “believers

A maior clivagem que encontrou foi entre o grupo de portugueses que sempre cá viveu, os também denominados de “believers”, e aqueles que agora procuram o território ou “makers”. Foi exactamente ao conversar com pessoas que pertencem a essa geração mais velha que percebeu que “muitas já não sabem viver em Portugal”, daí se terem estabelecido e continuarem a morar por cá: “Macau, que é muito mais sobrepovoada [comparando com Lisboa, por exemplo] confere maior estabilidade porque dá mais certeza, parece que as pessoas sabem com o que podem contar. Algumas ficam porque gostam efectivamente e outras ficam porque já não sabem viver noutro lugar”.

Susana Costa e Silva relembrou até o exemplo de um entrevistado que disse “Portugal pode ser a minha pátria, mas Macau é a minha mátria”. Claro que continuam a ter uma grande ligação ao país de origem, “mas não é a mesma coisa desta geração mais nova que mais depressa decidiu vir como decide mudar para outro lugar ou regressar”. A ligação que estas pessoas têm à diáspora portuguesa acaba por lhes dar um sentimento de conforto para que continuem aqui a viver.

O factor segurança foi um dos que todos os entrevistados realçaram, nomeadamente em termos da sua própria segurança e dos bens pessoais: “Foram unânimes em admitir que vivem um clima de maior segurança cá do que se vivessem noutro local. Mesmo na Europa essa segurança em relação aos bens pessoais não é tão óbvia como aqui”.

O que os leva a partir

A insatisfação, de forma geral, relativamente ao território é o que faz com que muitos portugueses regressem a casa ou se desloquem para outros países. Cansaço e dificuldades em gerir a vida diária, aliados a problemas como poluição, trânsito e confusão de pessoas foram alguns dos factores apontados pelos entrevistados que saíram de Macau. “Por exemplo, o facto de ser fácil arranjarem uma empregada que ajuda na vida familiar também foi realçado, mas não parece ser suficientemente compensador para ultrapassar [os outros problemas]”, explicou Susana Costa e Silva, realçando que nada tem que ver com a motivação pessoal ou profissional.

Alguns dos entrevistados falaram da dificuldade com que viam os filhos pequenos crescerem num território “menos aberto a experiências novas” e que Macau não é necessariamente o lugar ideal para que os filhos passem as fases de infância e adolescência. O facto de andarem numa escola internacional, onde estão expostos a uma multiculturalidade que não existiria noutro contexto, é visto como positivo só até certo ponto. “A partir de determinado ponto era preferível terem uma vida ao ar livre, mais saudável do que aquela que Macau lhes proporciona”, frisou.

Além disso, a barreira linguística e cultural “muito forte” faz com que as pessoas não consigam criar laços de amizade que vão para além das relações profissionais com quem “já tem uma vivência muito própria de Macau, que sempre viveram cá”. Susana Costa e Silva considera que um dos grandes problemas se prende com o estabelecimento de laços com a comunidade local e dá um exemplo.

“As diásporas que vivem por exemplo no Brasil não se queixam disso porque é muito fácil criar laços, não é apenas pelo facto de falarem a mesma língua, mas por ser mais fácil criar afinidade. Aqui mesmo que ambos falem inglês, não é a língua nativa de nenhum dos dois e convenhamos um chinês a trabalhar em Macau não tem tanta proximidade com um português como teria um brasileiro ou até um angolano”, concluiu.

Um trabalho que durou anos através do qual a autora, que nunca viveu em Macau, conseguiu “aprender imenso” sobre as características destes diferentes grupos que compõem a comunidade portuguesa no território. E que está sempre em movimento.

A obra, escrita em português e inglês, explica a história dos Portugueses em Macau, desde a sua chegada no século XVI, até aos dias de hoje, bem como os factores que os levaram a permanecer no território, mesmo depois da transferência de administração, em 1999, e a perspectivar a sua permanência nesta região administrativa especial chinesa no futuro. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Galiza - Encontro entre as dramaturxias galega e portuguesa

O Consello da Cultura Galega, o Camões, Centro Cultural Portugués en Vigo e a Escola Superior de Arte Dramática de Galicia poñen en marcha o programa Dramaturxias itinerantes / Dramaturgias itinerantes, que ten por obxectivo servir de ponte entre as escrituras teatrais galega e portuguesa para fomentar, a través do diálogo escénico, un mellor coñecemento mutuo que poida agromar en futuros traballos colectivos.

Nesta primavera de 2019 inaugúrase o ciclo en Galicia o ciclo, primeiro en Compostela e despois en Vigo, coas dramaturgas Patrícia Portela e Lina Pérez. Poderán escoitarse os seus textos orixinais nas voces de alumnado da ESAD e de parte do Grupo de Teatro Amador do Centro Cultural Português do Camões de Vigo “Eu.Experimento” ao tempo que haberá ocasión de departir coas dúas escritoras nun debate moderado por Afonso Becerra. Por volta do verán, a actividade terá continuidade en terras portuguesas.

As obras serán Escudos HumanosUma peça de acção con muitas palabras(2008) de Patrícia Portela, interpretada polo Grupo de Teatro Amador do Centro Cultural Português do Camões en Vigo, Eu.Experimento, dirixido por Vanesa Sotelo; e Os cans non comprenden a Kandinsky (2017) de Avelina Pérez –obra orixinalmente editada pola erregueté | Revista Galega de Teatro no seu número 91–, interpretada polo alumnado da ESAD de Vigo, dirixido por Nuria Montero, profesora e actriz.

Coma en anteriores encontros literarios –organizados en colaboración co Instituto Ramon Llull e o Instituto Etxepare-, o Consello da Cultura Galega publicará na súa web os textos dramatizados na xornada coa finalidade de seguir a estreitar os vencellos entre a cultura galega e a portuguesa, co teatro como aliado na construción dun espazo común e diverso no que existirmos e dende o que falar coas nosas propias voces.

A primeira sesión de Dramaturxias itinerantes / Dramaturgias itinerantesterá lugar o vindeiro luns, 8 de abril de 2019, ás 18:30, no Consello da Cultura Galega. O martes, 9 de abril, ás 16:30, esta sesión de lecturas dramatizadas repetirase na sede da Escola Superior de Arte Dramática de Galicia (ESAD), en Vigo. In “erregueté” - Galiza