quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Sobre o Acordo Ortográfico

Hoje, no jornal Público:

4 comentários:

  1. Já tinha lido, já sabia desta posição do Público (de não adopção do «acordo») desde esta manhã. Jornal de que sou leitor desde o primeiro número (conservo as sete primeiras edições, e mais algumas «históricas») e ainda colaborador ocasional, é mais um motivo para me orgulhar dele.

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  2. “A ortografia é um fenómeno da cultura, e portanto um fenómeno espiritual. O Estado nada tem com o espírito. O Estado não tem direito a compelir-me, em matéria estranha ao Estado, a escrever numa ortografia que repugno, como não tem direito a impor-me uma religião que não aceito.” (Fernando Pessoa, “A Língua Portuguesa”, Assírio, p. 90).

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  3. E por isso, Pessoa continuou a escrever pharmacia o resto da sua vida, mas não estava certo neste ponto, já que, pese embora algumas opiniões, a ortografia, não era então e continua não sendo, um fenómeno espiritual mas sim administrativo.

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  4. Se a ortografia fosse um fenômeno espititual e individual cada um tinha a sua...

    Que pobre os argumentos contra o acordo ortográfico que o jornal mostra. Chega a ser ridículo, na minha opinião. Mesmo que Portugal nunca viesse a aplicar o acordo, este já teria sido um sucesso enorme, pois a escrita brasileira já se teria aproximado da portuguesa.

    Acho que este acordo poderia ser mais bem feito, do ponto de vista técnico. No entanto do ponto de vista de aceitação psicológica de massas, ele é o melhor compromisso que conheço para já...

    Para quem está muito orgulhoso da atual escrita portuguesa eu recomendo verificar exaustiva, sinóptica e analiticamente as formas verbais do verbo "intuir" e "arguir". Comparem-nas no que respeita a acentuação... Que salgalhada!!!

    http://www.priberam.pt/dlpo/Conjugar.aspx?pal=arguir

    http://www.priberam.pt/dlpo/Conjugar.aspx?pal=intuir

    E ninguém se queixa!!!

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